Política
por Lavínia Manso
Publicado em 30/10/2026, às 07h08
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), viajou da Argentina aos Estados Unidos na noite de terça-feira (27) em um jato particular providenciado por Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca, segundo o jornal The New York Times (NYT). A articulação para a viagem começou após o parlamentar ser orientado a entregar seus passaportes, de acordo com uma fonte ouvida pela publicação.
A aeronave fez uma parada no Equador para reabastecimento antes de seguir para Miami. O relato sobre o trajeto foi fornecido ao jornal por uma pessoa que acompanhou a organização logística do deslocamento.
Segundo a reportagem, Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller para viabilizar o transporte do irmão. O plano teria começado a ser executado na segunda-feira (26), depois da orientação para que Flávio entregasse os documentos.
O governo de Donald Trump concedeu a Flávio e seus familiares uma autorização condicional de permanência nos Estados Unidos por até um ano. Com essa permissão, eles poderão permanecer no país até outubro de 2027.
Esse tipo de autorização é destinado a situações específicas, entre elas casos de urgência humanitária. A concessão permite a permanência temporária em território americano.
Trump confirmou na quarta-feira (28) que seu governo havia autorizado a entrada do senador. A declaração ocorreu após a viagem de Flávio, que deixou o Brasil depois de perder a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).
Além da autorização temporária, Flávio deverá solicitar um green card, conforme o NYT. O documento permite que estrangeiros morem e trabalhem legalmente nos Estados Unidos por tempo indeterminado, desde que respeitem as exigências da legislação migratória do país.
A fonte consultada pelo jornal afirmou que o governo Trump deverá dar andamento rápido ao pedido do senador. O procedimento seria semelhante ao adotado no caso de Eduardo Bolsonaro.
Eduardo obteve o green card em julho deste ano. Antes da concessão, ele havia passado mais de um ano aguardando uma resposta da administração federal americana à solicitação.
Apesar de confirmar a autorização de entrada de Flávio, Trump disse que não se envolveria no caso ao ser questionado sobre a carta de teor golpista na qual o senador se apresentou como presidente eleito do Brasil. O presidente americano também classificou a eleição como estranha.
Trump tem levantado suspeitas de fraude no processo eleitoral brasileiro sem apresentar provas. A regularidade da votação foi atestada por autoridades brasileiras, representantes de outros países e especialistas de organismos independentes.
Lula conquistou a reeleição no domingo (25), com aproximadamente 64,2 milhões de votos. Flávio recebeu cerca de 59,8 milhões, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos a favor do petista.
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