Política

Artista que se apresentou nu confirma financiamento de espetáculo pelos governos de Lula e Fátima; entenda

Foto: reprodução
Após críticas, artista confirma apoio financeiro de editais públicos e defende a classificação indicativa da apresentação.  |   BNews RN - Divulgação Foto: reprodução
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

[email protected]

Publicado em 17/05/2026, às 13h04



A repercussão de vídeos de uma apresentação artística realizada na Galeria Laboratório do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) tomou conta das redes sociais e do debate político no estado. O coreógrafo Alexandre Américo, que aparece completamente nu na performance intitulada “Papangú”, divulgou uma nota oficial para esclarecer o contexto da obra e confirmar as fontes de financiamento do projeto.

Veja também: Saiba quem é o artista por trás da performance com nudez na UFRN que tem causado polêmica

Na nota divulgada, o artista confirmou que o espetáculo foi contemplado em editais públicos de fomento e contou com apoio financeiro federal e estadual. Ele validou que a apresentação foi realizada com recursos do Governo Federal (gestão Lula), via Ministério da Cultura e Política Nacional Aldir Blanc, e do Governo do Estado (gestão Fátima Bezerra), por meio da Fundação José Augusto (FJA) e Secretaria de Estado da Cultura do RN. De acordo com o texto, o projeto passou por um processo regular de seleção pública voltado ao fomento à dança e apoio à cultura negra.

Nudez conceitual e classificação indicativa

Diante das fortes críticas que a apresentação recebeu nas plataformas digitais, Alexandre Américo defendeu o caráter conceitual de sua pesquisa, desenvolvida há mais de dez anos no campo da dança contemporânea e da experimentação corporal. Ele assegurou que a nudez está inserida exclusivamente no contexto estético do trabalho, sem qualquer conotação erótica ou sexual.

O artista também rebateu as acusações de inadequação reforçando que todas as sessões, realizadas entre os dias 11 e 13 de maio, contaram com classificação indicativa rigorosa para maiores de 18 anos. Segundo a nota, a restrição de idade foi informada nos materiais de divulgação e no acesso à sala, garantindo que nenhuma criança ou adolescente presenciasse a performance no espaço universitário.

Alexandre, que é mestre em Artes Cênicas e doutorando em Educação pela UFRN, lamentou o que chamou de "deturpação e desinformação" por parte de conteúdos que circulam na internet e em emissoras de TV, alega.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating