Política

Após queda, Moraes mantém Bolsonaro na PF e pede novos esclarecimentos

Imagem: Fábio Vieira/Metrópoles
Ministro Alexandre de Moraes afirma que não há urgência na remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Hospital DF Star, e pede novos esclarecimentos.  |   BNews RN - Divulgação Imagem: Fábio Vieira/Metrópoles

Publicado em 06/01/2026, às 17h30   Mayane Lins



O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Hospital DF Star, alegando que não há necessidade urgente de hospitalização, conforme avaliação da Polícia Federal.

A equipe médica da PF não identificou gravidade no estado de saúde de Bolsonaro, que sofreu um traumatismo leve, mas a defesa apresentou novos laudos que indicam a necessidade de exames complementares urgentes.

A defesa argumenta que os exames são essenciais para evitar complicações neurológicas, mas a autorização para a transferência ainda depende da decisão de Moraes, que até o momento se mantém negativa.

Resumo gerado por IA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não autorizou a saída imediata do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro para o Hospital DF Star, em Brasília. Na decisão, o magistrado afirmou que não há necessidade de remoção urgente, conforme consta na nota técnica elaborada pela Polícia Federal (PF) após o primeiro atendimento médico.

O parecer de Moraes foi baseado na avaliação da equipe médica da PF, que inicialmente não identificou gravidade que justificasse hospitalização imediata, recomendando apenas observação clínica.

Além disso, o ministro determinou que:

  • seja juntado aos autos o laudo médico elaborado pela Polícia Federal após o atendimento a Bolsonaro;
  • a defesa informe quais exames considera necessários, para que seja avaliada a possibilidade de realização dentro do sistema penitenciário.

A defesa do ex-presidente havia solicitado a transferência imediata para o hospital, mesmo após a equipe médica da PF não apontar urgência no primeiro atendimento. Diante da negativa, os advogados recorreram ao STF, que manteve a decisão horas depois.

O médico particular de Bolsonaro, Cláudio Birolini, avaliou o ex-presidente posteriormente e informou que ele apresentava um traumatismo leve, com indicação de realização de exames complementares. O diagnóstico inicial após a queda foi classificado como traumatismo.

Novo pedido da defesa

Após a negativa inicial de Moraes, a defesa apresentou novos documentos médicos ao STF. Os advogados responderam às determinações do ministro e anexaram aos autos um parecer emitido pelo médico Brasil Ramos Caiado, integrante da equipe particular que acompanha o ex-presidente.

No documento, o profissional descreve que o quadro clínico de Bolsonaro é compatível com traumatismo craniano, além de apontar:

  • síncope noturna associada à queda;
  • crise convulsiva a esclarecer;
  • oscilação transitória de memória;
  • lesão cortante na região temporal direita.

Diante desse cenário, o médico recomendou a realização urgente dos seguintes exames:

  • Tomografia computadorizada de crânio;
  • Ressonância magnética de crânio;
  • Eletroencefalograma.

Segundo a defesa, os exames são essenciais para uma avaliação neurológica adequada e, por isso, devem ser realizados em ambiente hospitalar especializado, especificamente no Hospital DF Star, onde Bolsonaro já vinha sendo acompanhado clinicamente. O objetivo, segundo os advogados, é afastar riscos de agravamento do quadro e prevenir possíveis complicações neurológicas.

Mesmo com a complementação das informações médicas solicitadas pelo ministro, a transferência do ex-presidente para o hospital ainda depende de autorização expressa de Alexandre de Moraes. Até o fechamento da matéria, a solicitação ainda é negativa. 

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