Política
Publicado em 20/05/2026, às 10h04 Malu Machado
Uma comitiva de vereadores do município de Ouro Branco cumpriu agenda em Natal nesta terça-feira (19) com a cúpula da Segurança Pública do Rio Grande do Norte.
O objetivo do encontro foi cobrar providências imediatas do Governo do Estado após episódios de vandalismo, provocações e ataques a residências registrados no município na última segunda-feira (18), decorrentes do acirramento político gerado pela eleição suplementar do último fim de semana.
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A reunião contou com a presença do secretário estadual da Segurança Pública, coronel Francisco Araújo; do secretário adjunto, delegado Osmir Monte; do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo; e do coronel Cirne, comandante regional da PM no Seridó.
Representando o Legislativo de Ouro Branco, participaram o presidente da Câmara Municipal, Júnior Nogueira, acompanhado dos vereadores Maiza e Kleginaldo, que entregaram um documento formal subscrito pela maioria dos parlamentares da cidade.
A eleição suplementar, realizada no domingo (17), terminou com uma diferença de apenas 17 votos. O candidato Professor Amariudo (PP) foi eleito prefeito com 1.971 votos, superando a adversária Doutora Fátima (PT), que obteve 1.954 votos.
A eleição ocorreu após a Justiça Eleitoral cassar os mandatos do ex-prefeito Samuel Oliveira de Souto (PL) e de seu vice, Francisco Lucena de Araújo (PP), por conduta vedada, abuso de poder político e econômico, e uso indevido dos meios de comunicação.
Segundo o relato oficial dos parlamentares, a margem estreita da votação dividiu a cidade e resultou em hostilidades na segunda-feira (18). Casas de cidadãos ligados ao grupo político derrotado, especialmente apoiadores de Doutora Fátima, foram alvos de ataques ao longo do dia, com arremesso de lixo, ovos e restos de comida, espalhando o medo na comunidade.
Estamos evitando o aumento com possíveis novos conflitos. Moradores relatam medo e insegurança diante do clima de hostilidade que tomou conta da cidade. A expectativa agora é de que a presença reforçada da Polícia Militar ajude a conter os excessos e restabelecer a tranquilidade no município”, afirma trecho do documento.
Os vereadores também formalizaram queixas sobre a atuação do policiamento local durante os distúrbios de segunda-feira.
De acordo com o documento apresentado ao Comando-Geral, o plantão estava sob a coordenação do 1º sargento Dirceu de Medeiros Costa, apontado como cunhado do ex-prefeito cassado Samuel Souto, que é um dos principais aliados do prefeito eleito.
O texto entregue alega que o sargento atua de forma parcial, e que denúncias e chamados de moradores em situação de risco teriam sido ignorados pela equipe de serviço. Os atos de vandalismo só foram controlados após o envio de reforço policial vindo do 6º Batalhão da Polícia Militar de Caicó.
"Não é de hoje que o SGT Dirceu trabalha no emocional político e familiar, sendo bastante insuficiente o verdadeiro serviço da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que tem o lema Vigilantis Semper (Sempre Vigilante)”, registra o documento.
Ao final da reunião, os parlamentares solicitaram ao comando da PM a devida apuração sobre a conduta dos policiais de serviço no município, além da identificação e responsabilização dos autores dos atos de vandalismo.
O mandato da chapa eleita vai até 31 de dezembro de 2028, e a diplomação deve ocorrer até 9 de junho.
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