Política
O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, anunciou que não irá concorrer à eleição indireta para governador-tampão, defendendo a escolha de um perfil técnico para o cargo, após as renúncias da governadora Fátima Bezerra e do vice Walter Alves.
Álvaro argumentou que assumir o governo por um curto período seria arriscado e que o próximo gestor precisará implementar medidas austeras, sem aumentar impostos, para reorganizar o Estado.
Ele destacou que, se solicitado por seu grupo político, poderia reconsiderar sua posição, mas reiterou que a gestão temporária deve focar em estratégias para buscar recursos externos e evitar medidas impopulares.
O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (Republicanos), afirmou que não pretende disputar a eleição indireta marcada para a Assembleia Legislativa, que definirá um governador-tampão após as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice Walter Alves (MDB). Em entrevista à rádio 96 FM, o político defendeu que o ideal seria um perfil técnico, sem vínculos políticos, para comandar o Estado temporariamente.
Álvaro destacou que sua disposição é apenas para disputar a eleição regular, prevista para outubro, que elegerá o governador e vice para o mandato de quatro anos entre 2027 e 2030. “Eu não tenho essa pretensão”, disse, ressaltando que assumir o governo por nove meses seria politicamente arriscado e administrativamente limitado.
Segundo o ex-prefeito, o curto período exigiria medidas duras e impopulares, que um político em campanha tenderia a evitar. Ele afirmou que o próximo governo precisará de ajustes e austeridade, mas descartou qualquer aumento de impostos como estratégia.
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Nome técnico como solução
Álvaro reforçou que, na visão dele, o governador-tampão deveria atuar exclusivamente como gestor de transição.
“O nome ideal para assumir o Governo do Estado em uma eleição indireta seria o de um técnico, ninguém que ocupasse cargo político”, explicou.
O ex-prefeito acrescentou que, caso a decisão partisse do grupo político do qual faz parte — incluindo os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB) — ele poderia analisar a possibilidade, mas reafirmou sua posição contrária.
Além de descartar a própria candidatura, Álvaro enfatizou que a gestão temporária precisaria focar em medidas estratégicas para reorganizar o Estado, buscando recursos externos por meio de projetos, convênios e articulação em Brasília, evitando aumento de impostos.
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