Política

Aliados na Papudinha: veja quem visitará Jair Bolsonaro na prisão em março

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Ministro do STF libera visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro entre 11 e 25 de março, com lista de visitantes estratégicos  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 20/02/2026, às 08h20   Malu Machado



O ministro Alexandre de Moraes autorizou visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre 27 anos e 3 meses de prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, entre 11 e 25 de março, destacando a presença de aliados e opositores estratégicos.

Bolsonaro foi condenado por uma trama golpista que visava impedir a posse do governo eleito, e sua rotina na prisão é marcada por rigor e controle estrito das comunicações, refletindo a tensão política atual.

As visitas, que exigem autorização prévia e individual, indicam um esforço das lideranças do PL para manter o alinhamento político com Bolsonaro, apesar do isolamento decorrente de sua condenação.

Resumo gerado por IA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova rodada de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", em Brasília. De acordo com a decisão, os encontros ocorrerão entre os dias 11 e 25 de março.

A lista de visitantes contempla aliados de longa data e nomes estratégicos da oposição. Entre os destaques está o senador potiguar Rogério Marinho (PL), líder da oposição no Senado, e a deputada federal Bia Kicis (PL).

Calendário oficial de visitas (março de 2026):

  • 11/03 (Quarta), 8h às 10h: Anderson Luis de Moraes (Sec. de Ciência e Tecnologia do RJ).
  • 14/03 (Sábado), 8h às 10h: Bia Kicis (Deputada Federal).
  • 18/03 (Quarta), 8h às 10h: José Vicente Santini (Assessor especial de Tarcísio de Freitas/SP).
  • 21/03 (Sábado), 8h às 10h: Marco Feliciano (Deputado Federal).
  • 25/03 (Quarta), 8h às 10h: Rogério Marinho (Senador da República)

Histórico: condenação e prisão de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão no 19º Batalhão da Polícia Militar, a "Papudinha". A condenação é fruto do julgamento sobre a trama golpista que visava impedir a posse do governo eleito e abolir o Estado Democrático de Direito.

Desde a sentença, o ex-mandatário permanece sob custódia em Brasília, onde sua rotina é marcada pelo rigor do sistema prisional militar e pelo controle estrito de suas comunicações.

Desde o início do cumprimento da pena, o regime de visitas tem sido um dos pontos de maior embate jurídico. O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), mantém a exigência de autorização prévia e individualizada para cada encontro, vetando visitas coletivas ou de pessoas que ainda possuam pendências judiciais nos mesmos inquéritos.

O calendário autorizado para março reforça o papel do 19º BPM como um ponto de peregrinação de lideranças do PL, que buscam manter o alinhamento político com o ex-presidente, mesmo diante do isolamento imposto pela condenação.

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