Política
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), protocolou nesta quinta-feira (6) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja realizado, em até 72 horas, um exame de DNA relacionado à notícia-crime que o acusa de estupro.
A solicitação foi apresentada ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso na Corte. A defesa do parlamentar afirma que Gaspar disponibiliza material genético já coletado em uma ação cautelar na Justiça de Alagoas para que seja feita a comparação com o DNA da criança mencionada na denúncia apresentada pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS).
Segundo os advogados, a realização do exame em caráter de urgência busca acelerar a apuração do caso e reduzir os impactos da investigação sobre a imagem pública do deputado durante o período eleitoral.
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Na petição enviada ao Supremo, a defesa afirma que o confronto genético seria a principal medida para esclarecer a existência ou não de vínculo biológico entre Alfredo Gaspar e a criança citada na notícia-crime.
Os advogados também informaram que, caso o STF considere necessária uma nova coleta, o parlamentar está disposto a fornecer novamente material genético dentro do mesmo prazo solicitado.
A defesa ainda pediu acesso integral ao procedimento preliminar conduzido após a apresentação da notícia-crime e destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) optou pela abertura de uma investigação preliminar, sem solicitar a instauração de inquérito.
A notícia-crime contra Alfredo Gaspar foi apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke, que solicitaram apuração sobre uma acusação de estupro envolvendo o parlamentar.
A defesa de Gaspar sustenta que a realização do exame de DNA pode contribuir para o esclarecimento dos fatos e afirma que, caso o teste não indique vínculo genético e não sejam encontrados outros elementos de prova, o procedimento deverá ser arquivado.
Em declaração a jornalistas nesta quinta-feira (6), Alfredo Gaspar afirmou que deseja a realização do exame para que o caso tenha uma conclusão. “Eu estou implorando para que se faça o DNA e se dê o desfecho a esse caso”, declarou.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, também comentou o episódio e afirmou que, para a campanha, o assunto já está encerrado, aguardando agora a análise da Justiça.
O pedido protocolado no STF ainda depende de decisão do ministro Gilmar Mendes sobre a realização do exame e os demais requerimentos apresentados pela defesa.
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