Política

Ações da Alpargatas despencam após polêmica com Fernanda Torres; entenda o boicote político

Divulgação/Havaianas
A desvalorização das ações da Alpargatas foi impulsionada por um pedido de boicote à marca, liderado por políticos de direita  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/Havaianas

Publicado em 22/12/2025, às 17h36   Malu Machado



As ações da Alpargatas, dona da marca Havaianas, caíram 1,37% na B3 após a divulgação de uma campanha publicitária estrelada pela atriz Fernanda Torres, que foi interpretada como apoio a pautas de esquerda por grupos conservadores, resultando em um pedido de boicote.

A pressão nas redes sociais, impulsionada por figuras políticas como Eduardo Bolsonaro, levou investidores a temer uma queda nas vendas, refletindo na desvalorização dos ativos da empresa no mercado financeiro.

Em resposta, deputados da base do governo defenderam a marca e a atriz, promovendo o consumo dos produtos como um ato de apoio à liberdade de expressão, enquanto a Alpargatas não se pronunciou oficialmente sobre a controvérsia.

Resumo gerado por IA

As ações da Alpargatas, empresa proprietária da marca Havaianas, registraram queda acentuada na B3 nesta segunda-feira (22). A desvalorização dos papéis, que chegou a 3% nas primeiras horas de negociação e se estabilizou em torno de 1,37%, ocorreu após uma campanha publicitária dos chinelos com a atriz Fernanda Torres. 

Confronto envolvendo a campanha

O debate teve início com o lançamento do vídeo de fim de ano da Havaianas, estrelado por Fernanda Torres. No anúncio, a atriz faz uma brincadeira com a expressão popular "pé direito", defendendo que o importante é começar o ano "com os dois pés, os dois pés na estrada, os dois pés na jaca, os dois pés onde você quiser".

Veja vídeo:

Apesar do tom descontraído, o comercial foi rapidamente interpretado por grupos conservadores e políticos de direita como um apoio a pautas de esquerda, em função do histórico de posicionamento político de Fernanda Torres.

Pedido de boicote impacta a bolsa

A reação mais incisiva partiu de figuras de destaque da oposição. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) publicou um vídeo descartando um par de Havaianas e repudiando a escolha da garota-propaganda, a quem classificou como "declaradamente de esquerda". 

Outros políticos, como os deputados Bia Kicis (PL-DF) e Capitão Alberto Neto (PL-AM), também utilizaram as redes sociais para incentivar o boicote nacional à marca.

A pressão nas redes sociais e o pedido público de boicote tiveram reflexo no mercado financeiro. Os investidores reagiram à possibilidade de uma queda nas vendas da marca de chinelos, levando à desvalorização dos ativos da Alpargatas no pregão da bolsa.

Defesa da marca e de aliados do Governo

Em resposta, deputados da base de apoio ao governo se posicionaram em defesa da Havaianas e da atriz Fernanda Torres, incentivando o consumo da marca como forma de apoio à liberdade de expressão e à democracia. 

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), manifestou apoio à marca, anunciando que compraria novos chinelos e defendendo que a democracia é um valor inegociável.

A Alpargatas não se manifestou oficialmente sobre as reações políticas à sua campanha, focando apenas na divulgação comercial do vídeo.

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