Política
Um levantamento do UNICEF revela que três em cada quatro adolescentes do Rio Grande do Norte ainda não tiraram o título de eleitor. Os dados, com base no Tribunal Superior Eleitoral, mostram que apenas 26,4% dos jovens entre 16 e 17 anos estão aptos a votar até o momento.
Ao todo, o estado possui 96.743 adolescentes nessa faixa etária, mas apenas 25.558 emitiram o documento. O número acende um alerta às vésperas do prazo final para regularização, que termina em 6 de maio.
Apesar de o voto ser facultativo para jovens de 16 e 17 anos, a participação é considerada importante por especialistas como forma de incentivar o engajamento cívico desde cedo.
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Diante do cenário, o UNICEF, em parceria com o TSE, lançou uma campanha nacional para estimular adolescentes a tirarem o título de eleitor. A mobilização inclui ações em escolas, redes sociais e iniciativas como uma “gincana digital” voltada aos Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs).
No Brasil, o cenário também preocupa. Entre cerca de 5,8 milhões de jovens de 15 a 17 anos, apenas 1,8 milhão haviam se registrado até fevereiro, o que representa pouco mais de dois em cada dez adolescentes aptos.
A legislação permite que jovens de 15 anos solicitem o título, desde que completem 16 anos até a data do primeiro turno das eleições. A emissão do documento deve ser feita no cartório eleitoral do município.
Historicamente, o interesse pelo voto entre adolescentes varia. Em 2022, houve crescimento expressivo no número de novos eleitores jovens, impulsionado por campanhas e mobilizações nas redes sociais. Já em 2026, os números indicam uma adesão mais baixa, próxima à registrada em 2018.
No Nordeste, o Rio Grande do Norte ocupa posição intermediária em relação à participação dos adolescentes, ficando atrás de estados como Piauí e Maranhão, que apresentam percentuais mais elevados.
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