Polícia

Youtuber do RN é investigada por suspeita de vender vídeos de maus-tratos a animais

Reprodução/Redes Sociais
Mulher de 44 anos é investigada por produzir e vender vídeos de violência contra animais em Marcelino Vieira, interior do RN  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 05/06/2026, às 07h42   Malu Machado



A Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu um inquérito para investigar uma mulher de 44 anos, moradora da zona rural de Marcelino Vieira, no Alto Oeste potiguar, por suspeita de maus-tratos contra animais domésticos e silvestres. 

O caso ganhou forte repercussão na internet após denúncias apontarem que ela estaria produzindo e comercializando vídeos com cenas de violência explícita contra os bichos.

Segundo as investigações, a suspeita mantinha desde 2021 um canal no YouTube onde mostrava a rotina no campo e a convivência com animais em sua propriedade. No entanto, as denúncias indicam que parte do conteúdo, contendo os abusos e agressões, era direcionada a áreas restritas de uma plataforma digital, acessíveis apenas para assinantes mediante pagamento.

Vereador expõe o caso

O caso gerou forte indignação entre ativistas e defensores dos direitos dos animais no Rio Grande do Norte. O vereador de Natal Robson Carvalho, conhecido por sua atuação parlamentar voltada à causa animal, utilizou suas redes sociais para publicar um vídeo repudiando as imagens e cobrando celeridade na apuração do caso. 

Robson Carvalho destacou que já acionou diretamente o Secretário de Segurança Pública do RN, Coronel Araújo. Além disso, a equipe do parlamentar registrou um boletim de ocorrência e encaminhou todas as informações coletadas à Polícia Civil. 

Veja vídeo:

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Investigação sob sigilo e canal derrubado

Diante da polêmica, a plataforma de vídeos removeu o canal da investigada do ar. A Polícia Civil informou que o caso corre sob sigilo e que o foco principal, neste momento, é apurar a prática de maus-tratos.

  • Sobre a venda dos vídeos: a corporação ressaltou que ainda trabalha para colher provas e que não há, até o momento, elementos suficientes para confirmar ou descartar formalmente se ela lucrava com a assinatura dos conteúdos violentos.
  • Atuação do Ministério Público: o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) também entrou no caso. O órgão informou que já requisitou a instauração de um procedimento investigatório e acompanha de perto os desdobramentos para verificar a extensão dos crimes cometidos.

As autoridades apontam que a ocorrência apresenta semelhanças com outros casos recentes de violência animal apurados no estado e as investigações seguem em andamento.

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