Polícia

Tornozeleiras e fianças de R$ 450 mil: Veja quem são os investigados por fraudes na saúde do RN

Albari Rosa/Gazeta do Povo
A Justiça Federal aplica medidas rigorosas na Operação Mederi - como aplicação de tornozeleiras e fianças, que investiga desvios na compra de medicamentos  |   BNews RN - Divulgação Albari Rosa/Gazeta do Povo

Publicado em 30/01/2026, às 10h21   Malu Machado



A Justiça Federal implementou medidas cautelares severas contra investigados na Operação Mederi, que investiga desvios na compra de medicamentos em várias cidades do Rio Grande do Norte, resultando no uso de tornozeleiras eletrônicas e pagamento de fianças por sete alvos do esquema.

Entre os monitorados estão políticos e sócios da empresa Dismed, com fianças totalizando R$ 450 mil e o bloqueio de mais de R$ 13 milhões em bens para ressarcir os cofres públicos, evidenciando a gravidade da corrupção no setor de saúde.

A operação, que incluiu 35 mandados de busca e apreensão, revelou fraudes em licitações e pagamentos por insumos não entregues, com apreensões significativas de dinheiro e dispositivos eletrônicos, enquanto o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, nega envolvimento.

Resumo gerado por IA

A Justiça Federal impôs medidas cautelares rigorosas contra os principais nomes investigados na Operação Mederi, deflagrada nesta semana pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). 

Ao todo, sete alvos do esquema, que apura desvios na compra de medicamentos em diversas cidades potiguares, agora utilizam tornozeleiras eletrônicas, além do pagamento de fianças.

A lista dos tornozelados

Entre os investigados que passam a ser monitorados pela Justiça, estão figuras ligadas à empresa Dismed e lideranças políticas. O prefeito de Paraú, João Evaristo Peixoto, e o ex-prefeito de Serra do Mel, José Moabe Zacarias Soares, estão entre os que precisam usar o dispositivo e pagaram R$ 100 mil em fiança cada.

Confira a lista completa dos monitorados:

  • João Evaristo Peixoto (Prefeito de Paraú/RN) – Fiança de R$ 100 mil;
  • José Moabe Zacarias Soares (Sócio de fato da Dismed e ex-prefeito de Serra do Mel) – Fiança de R$ 100 mil;
  • Oseas Monthalggan Fernandes Costa (Sócio da Dismed) – Fiança de R$ 100 mil;
  • Maycon Lucas Zacarias Soares (Sócio da Dismed) – Fiança de R$ 100 mil;
  • Sidney Carlos de Melo (Representante comercial) – Fiança de R$ 25 mil;
  • Raimundo Wandecy Campelo Gurgel (Funcionário da Dismed) – Fiança de R$ 25 mil;
  • Roberta Ferreira Praxedes Costa (Sócia da Drogaria Mais Saúde) – Sem fiança arbitrada.

No total, o valor das fianças aplicadas soma R$ 450 mil. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 13 milhões em bens dos envolvidos para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

Entenda o esquema

A Operação Mederi investiga um ciclo de corrupção que drenava recursos da saúde pública em municípios como Mossoró, Paraú, Serra do Mel, São Miguel e José da Penha. Segundo a PF e a CGU, o grupo atuava em duas frentes criminosas:

  • Fraude em licitações: Editais eram direcionados e concorrências eram simuladas por meio de empresas de fachada.
  • Insumos "fantasmas": A investigação aponta o pagamento por medicamentos que nunca foram entregues, além de sobrepreço e fornecimento de materiais com qualidade inferior à contratada.

Na última terça-feira (27), a PF cumpriu 35 mandados de busca e apreensão, incluindo a residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que nega qualquer envolvimento nas irregularidades. 

Ao todo, foram apreendidos R$ 251 mil em espécie, 33 celulares e diversos dispositivos eletrônicos que agora passam por perícia técnica.

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