O Presídio Federal de Mossoró não recebeu integrantes do Comando Vermelho, afirmou a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), que enviou nota à imprensa para rebater a informação.
A especulação surgiu após a realização de um rodízio de custodiados, prática rotineira do sistema penitenciário federal, o que levou à suspeita de que criminosos ligados à facção teriam sido levados ao Rio Grande do Norte.
A secretaria deixou claro que a movimentação não incluiu presos do Rio de Janeiro que foram alvo de ações recentes da Polícia Militar. A pasta reforçou que o processo de redistribuição de internos ocorre regularmente em todas as unidades federais, seguindo protocolos de segurança.
A repercussão do rodízio gerou dúvidas sobre a identidade dos detentos transferidos, o que motivou a publicação da nota oficial.
Esclarecimento da SENAPPEN
Segundo o órgão, o procedimento faz parte de uma estratégia considerada boa prática no Sistema Penitenciário Federal, apoiada pelo Decreto nº 6.877 de 2009 e por recomendações internas. O objetivo é garantir a eficácia operacional das unidades e manter a segurança institucional.
A SENAPPEN enfatizou que informações individuais sobre presos não são divulgadas, justamente para evitar riscos operacionais. Por isso, não há qualquer confirmação sobre origem, perfil ou vínculo dos custodiados movimentados.
A secretaria destacou ainda que a operação realizada no Rio Grande do Norte não tem relação com os detentos recentemente deslocados do Rio de Janeiro.
Nota pública
No documento, a SENAPPEN reiterou que o rodízio segue critérios técnicos e é parte do funcionamento de unidades de segurança máxima. A pasta reforçou que a circulação de informações imprecisas cria especulações que não condizem com a operação real.
A nota encerra informando que a Divisão de Comunicação permanece à disposição para esclarecimentos adicionais, reafirmando que não houve transferência de membros do Comando Vermelho para Mossoró.