Polícia

R$ 10 milhões e e-mails de aliciamento: o rastro do escândalo Epstein que chega a Parnamirim

Reprodução/Internet e Ney Douglas/Tribuna do Norte
Investigação revela que o Rio Grande do Norte está citado em documentos sigilosos do Departamento de Justiça dos EUA sobre o caso Jeffrey Epstein  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet e Ney Douglas/Tribuna do Norte

Publicado em 10/02/2026, às 07h16   Malu Machado



Uma investigação revela que o Rio Grande do Norte é mencionado em documentos sigilosos do Departamento de Justiça dos EUA relacionados ao caso Jeffrey Epstein, que envolve uma rede internacional de tráfico de menores e abuso sexual com cerca de 250 vítimas.

Os documentos indicam o possível aliciamento de uma menor na Região Metropolitana de Natal, com e-mails que sugerem tentativas de deslocamento internacional e pedidos de dinheiro para emissão de passaporte.

Os responsáveis pela investigação enfatizam que a divulgação não implica acusações formais, mas busca contextualizar informações obtidas legalmente, enquanto a inclusão do estado nas investigações destaca a gravidade do crime em uma dimensão transnacional.

Resumo gerado por IA

Uma investigação jornalística inédita, conduzida pelo jornalista Habyner Lima em parceria com o advogado Dayvson Moura, revela que o Rio Grande do Norte aparece citado em documentos sigilosos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) relacionados ao caso Jeffrey Epstein. 

O material, que soma mais de 3 milhões de páginas, detalha uma rede internacional de tráfico de menores e abuso sexual com cerca de 250 vítimas estimadas pela acusação norte-americana.

O elo potiguar e o aliciamento de vulneráveis

Os documentos analisados mencionam o possível aliciamento de uma menor de idade na Região Metropolitana de Natal. E-mails interceptados descrevem o envio de fotos de uma adolescente potiguar e pedidos de dinheiro que seriam destinados à emissão de passaporte, indicando uma tentativa de deslocamento internacional da jovem em situação de vulnerabilidade.

A investigação aponta ainda o nome de Alexia Righi Suriani, que aparece ligada a uma empresa registrada no município de Parnamirim (RN), com capital social declarado de R$ 10 milhões. Além dos registros públicos no Brasil, Suriani possui endereços atribuídos em Nova York, conectando a estrutura empresarial potiguar ao epicentro das investigações nos EUA.

Transparência

Os responsáveis pelo levantamento ressaltam que esta divulgação não constitui uma acusação formal, tampouco uma conclusão criminal definitiva contra os citados. O trabalho cumpre a estrita função de contextualizar referências documentais obtidas por meios lícitos e baseadas em registros públicos e arquivos oficiais do Departamento de Justiça dos EUA.

O Caso Jeffrey Epstein e o RN

O nome de Jeffrey Epstein se tornou centro de um dos maiores escândalos de abuso e tráfico humano do século XXI. O bilionário norte-americano, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento, mantinha uma rede de influência que envolvia figuras poderosas da política, ciência e entretenimento global.

Agora, a inclusão do Rio Grande do Norte nesta cronologia documental traz uma camada local a um crime de dimensões transnacionais. O material que integra a investigação internacional — cerca de 250 vítimas identificadas — sugere que o território potiguar não foi apenas citado casualmente, mas figurou em comunicações que envolviam logística de deslocamento (pedidos de passaporte) e movimentações empresariais vultosas. 

Classificação Indicativa: Livre

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