Polícia
O afastamento preventivo de um docente da rede pública de ensino foi determinado pela Prefeitura Municipal de Santa Cruz (PMSC), após a exposição de graves acusações de aliciamento sexual contra estudantes menores de idade.
A gestão municipal informou que o profissional, que atuava sob contrato temporário, foi imediatamente retirado de suas funções na Escola Municipal José Rodrigues da Rocha (EMJRR).
O objetivo da medida é assegurar uma apuração rigorosa, transparente e responsável sobre o comportamento do servidor no ambiente escolar.
A administração da cidade formalizou um Boletim de Ocorrência (BO) junto às autoridades competentes para que o caso seja investigado criminalmente. A decisão administrativa ocorreu logo após o caso ganhar visibilidade pública, gerando repercussão na comunidade do Agreste potiguar.
A Polícia Civil já recebeu a notificação e iniciou os procedimentos necessários para coletar depoimentos e provas que sustentem a denúncia apresentada.
Imagens de diálogos mantidos por meio de redes sociais foram o estopim da crise, após a mãe de uma das alunas decidir divulgar o conteúdo na internet. Nos registros apresentados, o educador utilizava vocabulário de cunho sexual explícito, citando órgãos genitais e posições sexuais em conversas com duas adolescentes.
Em um dos trechos mais alarmantes das capturas de tela, o homem chega a propor diretamente a realização de atos libidinosos com as estudantes.
Reprodução/redes sociais
Graduado em artes cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o investigado optou por deletar seu perfil pessoal em plataformas digitais assim que as denúncias começaram a repercutir.
A tentativa de contato com o professor foi realizada pela Inter TV Cabugi, afiliada da Rede Globo, porém não houve qualquer retorno ou posicionamento oficial por parte dele ou de sua defesa técnica. O sumiço digital ocorreu em meio ao clamor por esclarecimentos vindo de familiares e moradores da região.
O caso segue sob sigilo parcial para preservar a identidade das vítimas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A investigação agora busca identificar se outras alunas foram alvo do mesmo comportamento por parte do docente durante o período em que ele lecionou na instituição.
Enquanto o inquérito avança, o profissional permanece impedido de frequentar qualquer dependência da escola ou manter contato com o corpo discente.
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