Polícia

Policiais penais protestam em Natal e cobram plano de segurança para o sistema prisional do RN

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Entre as reivindicações estão a autonomia da Diretoria-Geral da Polícia Penal e a adequação do efetivo para garantir a segurança nas unidades  |   BNews RN - Divulgação Crédito: ELÍ BERNARDO
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 12/08/2026, às 12h52



Policiais penais do Rio Grande do Norte realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (12) para cobrar melhores condições de trabalho e mudanças na gestão da segurança das unidades prisionais. A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (SINDPPEN-RN) e ocorreu após o governo estadual marcar uma reunião com representantes da categoria para discutir as demandas do sistema prisional.

De acordo com a presidente do SINDPPEN-RN, Vilma Batista, a categoria aguardava uma abertura de diálogo com o Governo do Estado. Segundo ela, uma reunião foi marcada para as 11h30 desta quarta-feira (12), na Governadoria, Centro Administrativo, após a convocação do ato.

Vilma afirmou que os policiais penais pretendem apresentar ao governo uma série de problemas enfrentados nas unidades prisionais. Entre as queixas estão a falta de condições de trabalho, ausência de procedimentos adequados e relatos de assédio dentro do sistema.

A presidente do sindicato também afirmou que policiais penais estariam sendo penalizados após denunciarem problemas nas unidades. Segundo ela, a categoria pretende apresentar um plano de segurança ao governo como forma de buscar o restabelecimento do controle do sistema prisional.

Autonomia para diretoria-geral

Uma das principais reivindicações apresentadas pela categoria é que a segurança das unidades e a gestão do efetivo fiquem sob responsabilidade da Diretoria-Geral da Polícia Penal. Para Vilma Batista, a autonomia permitiria que a direção, em conjunto com os gestores das unidades e os policiais penais, estabelecesse ações voltadas à segurança e à manutenção das rotinas do sistema.

A categoria também questiona a proporção entre o número de policiais penais e a quantidade de pessoas privadas de liberdade atendidas pelo sistema. Segundo o sindicato, o efetivo atual tem sido direcionado para atividades de assistência, o que, na avaliação da entidade, compromete a execução das funções de segurança.

Mobilização deve continuar

Durante o ato, o sindicato informou que a mobilização terá caráter permanente. A continuidade do movimento, segundo Vilma Batista, dependerá também dos resultados da reunião com representantes do Governo do Estado.

A expectativa da categoria é obter respostas concretas para as reivindicações e avançar nas medidas relacionadas à segurança das unidades prisionais. O sindicato afirma que, neste momento, busca garantir a manutenção do controle do sistema e evitar o agravamento dos problemas enfrentados pelos policiais penais.

Entre as demandas estão ainda medidas para recompor e organizar o efetivo, definir responsabilidades sobre a segurança das unidades e garantir melhores condições para que os policiais possam desempenhar as atividades previstas para a função.

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