Polícia

Operação da PCDF prende suspeitos de fraudar empréstimos em contas do Gov.br

Sinpol/DF
Investigação aponta que grupo criminoso causou prejuízo de R$ 360 mil ao contratar empréstimos sem consentimento dos servidores públicos  |   BNews RN - Divulgação Sinpol/DF
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 29/01/2026, às 18h42



A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Duplo Fator para desarticular uma quadrilha que realizava fraudes eletrônicas ao invadir contas de servidores públicos na plataforma Gov.br, resultando em um prejuízo de R$ 360 mil até o momento.

O grupo criminoso focava em servidores com bom histórico de crédito e alta margem consignável, facilitando a liberação de empréstimos fraudulentos em instituições como Banco Sicredi e Banco do Brasil.

A operação incluiu o cumprimento de 14 mandados judiciais em várias localidades e os investigados podem enfrentar acusações de organização criminosa e estelionato eletrônico, enquanto as investigações continuam para identificar mais vítimas.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quinta-feira (29), a operação Duplo Fator, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em fraudes eletrônicas cometidas por meio da invasão de contas de servidores públicos na plataforma Gov.br.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso acessava indevidamente os perfis das vítimas e utilizava as informações para contratar empréstimos consignados em nome dos servidores, sem o consentimento deles. O prejuízo identificado até o momento chega a R$ 360 mil, considerando apenas duas instituições financeiras: R$ 244,1 mil no Banco Sicredi e R$ 120 mil no Banco do Brasil.

Os alvos do esquema eram servidores públicos com margem consignável elevada, bom histórico de crédito e ausência de dívidas, características que facilitavam a liberação dos empréstimos fraudulentos.

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Como funcionava o esquema criminoso

Segundo a PCDF, a organização criminosa atuava suprimindo o sistema de autenticação em dois fatores (2FA) da plataforma Sougov.br. Com isso, os suspeitos conseguiam elevar o nível de acesso das contas invadidas para as categorias prata ou ouro, exigidas para a contratação de serviços financeiros mais sensíveis.

Com o controle das contas, os criminosos solicitavam empréstimos em nome das vítimas e desviavam os valores. Para executar a operação, a polícia cumpriu 14 mandados judiciais em endereços ligados ao grupo nas regiões administrativas de Samambaia, Areal, Ceilândia e Riacho Fundo, no Distrito Federal, além dos municípios de Aragarças (GO) e Barra do Garças (MT).

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato eletrônico. As investigações seguem em andamento para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar o total do prejuízo causado pela fraude.

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