Polícia
A Polícia Penal do Rio Grande do Norte concluiu a implantação de câmeras corporais para os agentes e realizou, nesta semana, a primeira operação de grande porte utilizando a nova tecnologia. A medida faz parte do processo de modernização do sistema penitenciário estadual e integra um pacote de investimentos de R$ 5,2 milhões em equipamentos e soluções voltadas ao fortalecimento da segurança nas unidades prisionais.
As bodycams foram incorporadas ao Sistema Integrado de Gestão e Operação Tática e já começaram a ser utilizadas em operações da corporação. De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP), os dispositivos permitem o registro das ações em tempo real, ampliam a produção de provas e oferecem mais transparência e segurança durante o trabalho dos policiais penais.
O contrato para fornecimento das câmeras corporais e da plataforma responsável pelo gerenciamento das imagens tem duração de 36 meses e representa um investimento de R$ 2,592 milhões.
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Além das câmeras corporais, o Rio Grande do Norte recebeu novos equipamentos por meio do Projeto Padrão Segurança Máxima, coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entre os equipamentos adquiridos estão scanners de raios X, drones, georradar, kits de varredura eletrônica, boroscópios, sistemas de áudio e vídeo para parlatórios e aparelhos portáteis de inspeção. O investimento federal supera R$ 2,6 milhões.
Segundo a SEAP, os novos recursos tecnológicos fortalecem o enfrentamento ao crime organizado, ampliam a capacidade operacional da Polícia Penal e aumentam a eficiência das ações de fiscalização e monitoramento nas unidades prisionais.
De acordo com o secretário da Administração Penitenciária, Helton Edi, os equipamentos já foram empregados durante a mais recente fase da Operação Mute, ação nacional voltada ao combate à comunicação ilícita dentro dos presídios.
Ainda segundo a pasta, a utilização das câmeras corporais e dos novos equipamentos também deve contribuir para prevenir fugas, impedir a entrada de materiais proibidos nas unidades e fortalecer a integração entre as forças estaduais e federais de segurança pública.
A expectativa do Governo do Estado é que o investimento em tecnologia amplie a segurança dos servidores, aperfeiçoe os protocolos operacionais e fortaleça o controle do sistema prisional potiguar.
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