Polícia
Uma operação conjunta das polícias civis do Rio de Janeiro e do Amazonas desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho, resultando na apreensão de R$ 1,7 milhão em Manacapuru, que seria utilizado para financiar atividades criminosas da facção na região.
As investigações revelaram que o grupo utilizava empresas de fachada e transferências fracionadas para ocultar a origem ilícita dos recursos, dificultando o rastreamento do dinheiro proveniente de atividades como o tráfico de drogas.
As autoridades continuam as investigações para identificar outros envolvidos no esquema financeiro da facção, com a possibilidade de novas diligências em diferentes estados, após ações anteriores que já haviam revelado ramificações do Comando Vermelho no Amazonas.
Um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro atribuído à organização criminosa Comando Vermelho foi desarticulado nesta terça-feira (23) durante uma operação conjunta das polícias civis do Rio de Janeiro e do Amazonas.
A ação resultou na apreensão de R$ 1,7 milhão em espécie no município de Manacapuru, na região metropolitana de Manaus.
A informação foi divulgada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em nota à imprensa nesta quarta-feira (24). Segundo a corporação, o montante foi localizado no momento em que seria sacado de uma agência bancária por um representante da facção criminosa, que atuava como operador financeiro do grupo no estado.
Flagrante foi possível após troca de informações entre as polícias
A apreensão foi resultado de um trabalho de inteligência que envolveu o compartilhamento de dados e o monitoramento de movimentações financeiras consideradas atípicas.
De acordo com a polícia, o flagrante ocorreu no exato momento em que o dinheiro seria retirado do sistema bancário, o que reforça o caráter estratégico da operação.
As investigações apontam que os recursos tinham como destino o financiamento da logística do Comando Vermelho no Amazonas, incluindo despesas relacionadas à manutenção das atividades criminosas da facção na região.
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Empresas de fachada e transferências fracionadas
Conforme as apurações conduzidas pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), o grupo utilizava empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos.
O esquema envolvia transferências bancárias fracionadas para pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.
Segundo a Polícia Civil do Rio, essa estratégia é comum em organizações criminosas estruturadas, que buscam dissimular a procedência dos valores obtidos com atividades ilegais, como o tráfico de drogas.
Investigações seguem para identificar outros envolvidos
As autoridades informaram que as investigações continuam e devem avançar para identificar outros integrantes do esquema financeiro da facção criminosa. Novas diligências não estão descartadas, tanto no Amazonas quanto em outros estados.
Em ações anteriores, a polícia já havia identificado ramificações do Comando Vermelho no Amazonas.
Durante a Operação Contenção, realizada em outubro pelas forças de segurança do Rio de Janeiro para conter a expansão da organização criminosa, vários chefes do tráfico de Manaus foram mortos, entre eles criminosos conhecidos como Chico Rato e Gringo, segundo informações do governo estadual.
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