Polícia
por José Nilton Jr.
Publicado em 21/05/2026, às 15h31
A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, executada nesta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, teria origem em uma investigação iniciada há sete anos a partir de documentos ligados ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
De acordo com informações atribuídas ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e à Polícia Civil de São Paulo, o material foi apreendido em 2019 na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista.
Os documentos apontavam para um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de fachada utilizadas para movimentar recursos da organização criminosa.
Segundo as investigações, os bilhetes foram encontrados em celas e até em caixas de esgoto durante inspeções de rotina no presídio.
As anotações continham orientações internas da facção, estratégias criminosas e referências a uma suposta “mulher da transportadora”, responsável por levantar informações consideradas estratégicas para o grupo.
A partir dessas pistas, investigadores identificaram a empresa Lado a Lado Transportes como peça-chave do esquema financeiro atribuído ao PCC.
No ano de 2021, a perícia em um celular apreendido de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador financeiro do esquema, teria identificado transferências bancárias destinadas a Deolane Bezerra e a Everton de Souza, conhecido como “Player”.
Segundo a polícia, as movimentações financeiras analisadas ocorreram entre 2018 e 2021 e incluiriam mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar mecanismos de fiscalização bancária.
As investigações também identificaram transferências próximas de R$ 716 mil originadas de uma suposta instituição financeira cujo responsável declararia renda compatível apenas com um salário mínimo.
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