Polícia
por Lavínia Manso
Publicado em 11/09/2026, às 08h20
Uma operação deflagrada nesta sexta-feira (11) cumpre mandados de busca e apreensão em cinco cidades do Rio Grande do Norte para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro, sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), associação criminosa e falsidade documental envolvendo uma rede de lojas de autopeças. O nome da empresa investigada não foi divulgado.
A Operação Catálise tem como alvo um grupo que atua no setor de autopeças e, segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), teria utilizado um esquema de fracionamento de faturamento para ocultar a movimentação financeira do grupo econômico.
Os mandados foram cumpridos em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e João Câmara. A ação busca reunir documentos e outros elementos que possam comprovar o funcionamento do suposto esquema.
Além da coleta de provas, os investigadores pretendem promover a descapitalização patrimonial dos envolvidos, com o objetivo de dificultar a continuidade das práticas investigadas.
De acordo com o Ministério Público, a operação investiga diferentes crimes relacionados à atuação do grupo empresarial. Entre eles estão lavagem de dinheiro, sonegação fiscal de ICMS, associação criminosa e falsidade documental.
A apuração tem como foco principal um possível mecanismo de fracionamento do faturamento. A prática teria sido utilizada para dividir a movimentação financeira do grupo econômico e, dessa forma, reduzir ou ocultar valores sujeitos à tributação.
Os investigadores também buscam apreender materiais que possam esclarecer a estrutura financeira e documental utilizada pelos envolvidos.
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A Operação Catálise foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Rio Grande do Norte (Gaesf/RN), em uma atuação integrada entre diferentes órgãos estaduais.
Participam da operação o MPRN, a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Procuradoria-Geral do Estado e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). A atuação conjunta tem como objetivo avançar na investigação dos possíveis crimes fiscais e financeiros, além de identificar provas que possam contribuir para o esclarecimento da estrutura do suposto esquema.
A operação também busca atingir o patrimônio dos investigados, como parte da estratégia de descapitalização e de combate às práticas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
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