Polícia
A Polícia Civil está investigando a morte do menino Benício Xavier Freitas, de 6 anos, que faleceu após receber medicação no Hospital Santa Júlia, em Manaus.
O caso aconteceu na madrugada do último sábado(22), quando o menino foi levado ao hospital. De acordo com os pais, a criança morreu depois que recebeu uma dosagem errada.
Na manhã da sexta-feira (28), a médica e a técnica de enfermagem que atenderam o menino foram ouvidas na delegacia para prestar depoimento.

Conforme a polícia, a criança sofreu seis paradas cardíacas, consequência de uma provável administração de adrenalina na veia e em quantidade incorreta.
No documento enviado, a médica relata ter informado à mãe que o remédio deveria ser administrado por via oral e diz ter se surpreendido com o fato de a equipe de enfermagem não questionar a prescrição.
Outro relatório, desta vez produzido pela UTI Pediátrica, confirma que Benício foi internado após a “administração errônea de adrenalina na veia”. O documento descreve que o menino chegou com taquicardia, palidez e dificuldade respiratória, além de indicar um quadro de “infecção por drogas que afetam o sistema nervoso”.
Para a Polícia Civil, Juliana Brasil é a principal responsável pela prescrição da medicação. A dose foi administrada por Raíza, técnica de enfermagem que apenas cumpriu o que estava registrado pela médica.

O delegado que conduz as investigações solicitou a prisão preventiva da médica, ao afirmar que a morte da criança se enquadra como homicídio doloso — caracterizado pela intenção de matar ou pela assunção do risco de provocar o resultado.
Na noite da ultima quinta-feira (27), o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) concedeu um habeas corpus preventivo à médica, garantindo que ela não seja presa enquanto seguem as investigações sobre a morte de Benício.
O inquérito segue em andamento, e novas diligências podem ser realizadas antes da conclusão policial.
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