Polícia
Mais de 46 mil detentos foram autorizados a deixar as prisões brasileiras durante a saidinha de Natal, representando 6,5% do total de 701 mil presos, com retorno obrigatório após sete dias.
O número de beneficiados neste ano é inferior ao de 2024, quando 52 mil detentos receberam autorização, e São Paulo lidera com 31,8 mil liberações.
Os estados informarão em janeiro quantos detentos não retornaram, enquanto o debate sobre a saidinha de Natal persiste, com opiniões divergentes sobre sua eficácia e segurança.
Mais de 46 mil detentos foram autorizados a deixar temporariamente as unidades prisionais brasileiras durante a saidinha de Natal deste ano.
O número corresponde a 6,5% do total aproximado de 701 mil presos que cumprem pena nos regimes fechado, semiaberto ou aberto no país.
O benefício, previsto na legislação penal, permite que os internos passem o período de fim de ano fora dos presídios, com retorno obrigatório após o prazo estabelecido.
Número ficou abaixo do registrado no ano passado
Em comparação com o Natal de 2024, houve redução na quantidade de presos beneficiados. No ano passado, 52 mil detentos receberam autorização para deixar temporariamente as unidades prisionais durante as festas de fim de ano.
A saída temporária deste ano tem duração de sete dias, período após o qual os presos devem retornar ao sistema prisional.
Estados informam retorno dos presos em janeiro
Somente a partir de janeiro os estados poderão informar oficialmente quantos detentos não retornaram às unidades após o término do benefício. Esses dados são utilizados para avaliar o cumprimento das regras e o impacto da medida no sistema prisional.
São Paulo concentra maior número de liberações
Entre os estados, São Paulo lidera com folga o número de presos contemplados pela saidinha de Natal. Ao todo, 31,8 mil detentos deixaram temporariamente as unidades prisionais paulistas.
Outros estados também registraram números expressivos:
- Pará: 2,4 mil presos liberados;
- Santa Catarina: 2,1 mil detentos beneficiados.
Debate segue ativo
A saidinha de Natal continua sendo tema de debate entre autoridades, especialistas e a sociedade. Enquanto defensores apontam o benefício como instrumento de ressocialização e fortalecimento de vínculos familiares, críticos questionam os riscos à segurança pública e cobram maior rigor na concessão.
Os dados consolidados sobre retorno e eventuais descumprimentos devem ser divulgados nas próximas semanas.
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