Polícia
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte lançou a 'Operação Rifeiros' para desmantelar um esquema de rifas ilegais e lavagem de dinheiro, envolvendo influenciadores digitais que lucram com sorteios irregulares. A operação resultou em ações simultâneas em três municípios e mobilizou mais de 50 agentes.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de mais de R$ 14,8 milhões em contas dos investigados, um valor significativo que reflete a movimentação financeira irregular identificada.
As investigações continuam, com a Polícia Civil analisando o material apreendido e alertando sobre o uso crescente das redes sociais para fraudes financeiras. Novas informações devem ser divulgadas à medida que o caso avança, destacando a necessidade de regulamentação nesse setor.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (18), a “Operação Rifeiros”, mirando um esquema que envolve rifas ilegais, estelionato e lavagem de dinheiro com forte atuação nas redes sociais.
A ofensiva mobilizou mais de 50 agentes e atingiu diretamente influenciadores digitais investigados por promover e lucrar com sorteios irregulares.
As ações ocorreram de forma simultânea em Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, ampliando o alcance da investigação e reforçando o cerco aos suspeitos.
Prisões e mandados marcam ofensiva policial
Durante a operação, foram cumpridos:
– 4 mandados de prisão preventiva
– 3 mandados de busca e apreensão
– ações simultâneas em três municípios da Grande Natal
Os alvos são influenciadores digitais suspeitos de utilizar suas plataformas para impulsionar rifas ilegais, atraindo um grande número de participantes.
Justiça bloqueia mais de R$ 14,8 milhões
Um dos pontos centrais da operação foi o bloqueio judicial de mais de R$ 14,8 milhões em contas ligadas aos investigados — valor considerado expressivo e compatível com a movimentação identificada ao longo das apurações.
Além disso, a Justiça determinou o sequestro de veículos que, segundo a investigação, teriam sido adquiridos com recursos oriundos do esquema ou utilizados na prática dos crimes.
O montante bloqueado pode variar conforme o avanço das medidas judiciais, podendo haver constrição parcial ou total dos bens.
Redes sociais eram usadas para atrair vítimas
De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizavam as redes sociais como principal ferramenta de divulgação das rifas, explorando o alcance digital para atrair participantes e movimentar valores elevados de forma irregular.
A prática, segundo as autoridades, envolve indícios de fraude, ausência de regulamentação legal e possível ocultação da origem dos recursos.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil informou que as diligências continuam e que novas informações poderão ser divulgadas ao longo do dia, à medida que o material apreendido for analisado.
O caso reforça o alerta das autoridades sobre a crescente utilização das redes sociais para esquemas financeiros irregulares, especialmente aqueles que simulam sorteios e promoções para captar recursos de forma ilícita.
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