Polícia

Impressoras 3D viram fábrica de armas: polícia desmantela quadrilha que abastecia o crime

Reprodução: Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro
Operação policial desmantela esquema de produção e venda de armas 3D que abastecia criminosos em todo o Brasil, com pelo menos 79 compradores  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 12/03/2026, às 18h01



Uma operação policial desmantelou um esquema interestadual de produção e venda de armas feitas com impressoras 3D, que abastecia indivíduos com antecedentes criminais no Brasil, resultando na identificação de 79 compradores e na prisão de quatro homens, incluindo o líder da organização.

As investigações revelaram que o grupo, liderado por um engenheiro, produzia carregadores e 'armas fantasmas', utilizando redes sociais e a dark web para distribuição, além de financiar suas atividades com criptomoedas, dificultando o rastreamento.

A operação, que abrange 11 estados brasileiros, está em andamento com mandados de prisão e busca, contando com o apoio de diversas agências de segurança, enquanto os investigados enfrentam acusações de organização criminosa e comércio ilegal de armas.

Resumo gerado por IA

Uma operação policial revelou um esquema interestadual de produção e venda de armas fabricadas com impressoras 3D que abastecia pessoas condenadas por crimes graves no Brasil. As investigações identificaram ao menos 79 compradores do material ilegal, incluindo indivíduos com antecedentes por tráfico de drogas, homicídio, extorsão, estelionato, roubo e porte ilegal de armas.

No Rio de Janeiro, ao menos dez compradores foram identificados pelas autoridades. Eles estão localizados na capital e em cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense. A apuração faz parte da chamada Operação Shadowgun, conduzida pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

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Até a última atualização da investigação, quatro homens haviam sido presos. Entre eles está o apontado como líder da organização criminosa, localizado no interior de São Paulo.

Esquema usava tecnologia e criptomoedas

Segundo as investigações da 32ª DP (Taquara) e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o grupo produzia e comercializava principalmente carregadores de armas de fogo feitos por impressão 3D, além de divulgar projetos de chamadas “armas fantasmas”, que não possuem numeração ou rastreamento oficial.

O esquema também envolvia a divulgação de manuais técnicos detalhados que ensinavam como fabricar o armamento em casa utilizando equipamentos relativamente acessíveis. Um dos documentos elaborados pelo grupo possuía mais de 100 páginas com orientações sobre montagem, calibração e funcionamento das armas.

A polícia aponta que o líder da quadrilha é um engenheiro especializado em controle e automação. Utilizando pseudônimos e mantendo o rosto oculto, ele divulgava nas redes sociais testes balísticos, atualizações de design e instruções para fabricação das armas.

As investigações indicam ainda que o material era distribuído em redes sociais, fóruns especializados e até na chamada dark web. O financiamento das atividades ilegais também ocorria por meio de criptomoedas, o que dificultava o rastreamento das transações.

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Estrutura organizada e atuação nacional

De acordo com os investigadores, o grupo contava com pelo menos outros três integrantes, cada um responsável por funções específicas dentro do esquema. Um deles prestava suporte técnico direto aos compradores, enquanto os outros dois atuavam na divulgação do material e na propaganda ideológica do projeto.

A operação policial cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em 11 estados brasileiros, incluindo Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

As diligências contam com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de policiais civis de diferentes estados.

Os investigados foram denunciados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas de fogo. A polícia também apura se o material produzido pela quadrilha abastecia organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas e milícias.

Classificação Indicativa: Livre

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