Polícia

Homem é detido após ameaçar companheira e invadir celular dela na Região Metropolitana de Natal

Reprodução/Prefeitura de Gaspar
Ele admitiu estar de posse do celular da mulher, justificando que teria encontrado no aparelho “indícios” de uma suposta traição  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Prefeitura de Gaspar
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 12/01/2026, às 16h13



Na manhã desta segunda-feira (12), a 8ª Companhia Independente da Polícia Militar do Rio Grande do Norte prendeu um homem suspeito de ameaçar a sua própria companheira e invadir o celular dela em São José de Mipibu, na Região Metropolitana de Natal. A ocorrência foi registrada após acionamento do COPOM, que recebeu denúncia relatando possível agressão na comunidade da Rocinha.

Ao chegar ao endereço informado, por volta das 8h30, os agentes encontraram o suspeito, que disse ter sido atacado pela esposa, afirmando ainda que ela estaria com uma faca no momento da discussão. Ele admitiu estar de posse do celular da mulher, justificando que teria encontrado no aparelho “indícios” de uma suposta traição.

A vítima, porém, relatou à equipe policial que o homem costuma ingerir bebida alcoólica com frequência e, nesses momentos, passa a proferir ameaças e já teria praticado agressões em outras ocasiões. A faca citada pelo suspeito não foi localizada pela guarnição, mas ele confirmou ter tomado o celular da companheira.

Polícia leva casal para a Central de Flagrantes

Diante da situação apresentada e dos relatos coletados no local, os policiais militares conduziram o casal até a Central de Flagrantes, que fica em Natal, para os procedimentos legais. Na unidade policial, o homem acabou autuado pelos crimes de ameaça e invasão de dispositivo informático.

Os delitos foram enquadrados com base na Lei Maria da Penha, legislação que assegura proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A Polícia Militar reforça que denúncias desse tipo devem ser comunicadas imediatamente às autoridades para garantir a segurança das vítimas.

O caso segue agora sob responsabilidade da Justiça e das autoridades competentes, que irão conduzir o andamento do processo e as medidas cabíveis.

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