Polícia
Já passa das 23 horas na capital potiguar neste momento. Quem mora nos bairros da Zona Leste, como Mãe Luíza, Petrópolis, Tirol, Centro da Cidade, Rocas acompanha o sobrevoo do helicóptero da polícia militar em mais uma operação contra o crime organizado na capital, que começou desde a tarde desta quarta-feira (05).
Mais cedo, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte iniciou uma operação de intensificação de policiamento no bairro de Mãe Luiza, com o objetivo de reforçar e ampliar a presença das forças de segurança na área.
ação foi programada em resposta a uma madrugada de confronto armado entre criminosos na região. Segundo o comandante da Companhia de Policiamento da Capital (CPC), coronel Harrison Moreira, entre 10 e 15 suspeitos estiveram envolvidos no episódio.
A operação policial desta quarta conta com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), que permanecem no monitoramento aéreo e na coordenação das equipes em solo.
À tarde, foram realizadas abordagens, patrulhamentos táticos e fiscalizações em pontos estratégicos, visando a prevenção de delitos e o combate à criminalidade local.
A PMRN informou que as ações integradas e de presença ostensiva continuarão sendo realizadas de forma periódica, com foco na manutenção da ordem pública e na garantia da tranquilidade dos moradores de Mãe Luiza e de toda a capital potiguar.
Ação continua e tensão aumenta
O patrulhamento aéreo através de aeronave da polícia permanece na noite desta quarta. Os alvos são criminosos ligados ao Comando Vermelho e Sindicato do Crime. No perfil Sem Mordaça do instagram foi, inclusive, publicado um áudio atribuído a um membro de facção falando de nova troca de tiros na comunidade. O homem supostamente pede reforço de outros criminosos do mesmo grupo.
A operação ocorre no mesmo dia que o secretário de segurança do RN, Cel Araúdo, viaja a Brasília para uma reunião no Ministério da Justiça sobre o projeto-piloto voltado ao combate de facções criminosas no Nordeste, escolhendo o Rio Grande do Norte como área de teste.
Desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o projeto busca retomar territórios dominados pelo crime por meio de ações policiais e, em seguida, integrar serviços de acesso à Justiça e assistência social.
Segundo o secretário Nacional de Segurança, Mário Sarrubbo, a iniciativa é “um projeto científico, construído com diálogo com universidade e sociedade civil, que tem como fundamento a inteligência e a retomada por força policial, serviços entrando no território. A polícia entra, satura e depois entram os serviços públicos, e a polícia vai saindo aos poucos”.
O ministério planeja divulgar os primeiros resultados do projeto a partir de dezembro. Caso o modelo se mostre eficaz, a intenção é replicar o formato em outras áreas afetadas pelo tráfico de drogas.
Além da presença policial, o projeto prevê a atuação de serviços públicos de Defensoria, mediação de conflitos, iluminação, urbanismo, saúde e educação, atuando de forma integrada para consolidar a segurança e melhorar as condições sociais nos territórios retomados.
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