Polícia
Publicado em 20/02/2026, às 09h43 Malu Machado
Uma operação entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a Polícia Federal e a Interpol resultou na prisão de um homem de 38 anos em Portugal, investigado por estelionato, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, após enganar sua ex-esposa e ex-sogra por 16 anos.
O suspeito utilizou sua imagem de empresário para controlar as finanças das vítimas, acumulando dívidas superiores a R$ 160 mil, até que sua farsa foi descoberta quando um oficial de Justiça apareceu para apreender um veículo financiado irregularmente.
Atualmente detido em Portugal, o homem aguarda o processo de extradição para o Brasil, onde enfrentará a Justiça do Rio Grande do Norte, enquanto a Polícia Civil incentiva denúncias anônimas sobre crimes semelhantes.
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a Polícia Federal e a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) resultou na prisão de um homem de 38 anos nesta quinta-feira (19), na cidade de Braga, no norte de Portugal.
O suspeito, que se apresentava como empresário na capital potiguar, é investigado por estelionato contra idoso, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
As investigações revelam um enredo de traição que durou quase duas décadas. Segundo a Polícia Civil, o homem utilizou a condição de "empresário de sucesso" em Natal para conquistar a confiança total de sua ex-esposa e da ex-sogra.
Ao longo de 16 anos, ele passou a controlar os aplicativos bancários e cartões das vítimas, realizando movimentações fraudulentas e contraindo dívidas vultosas.
A farsa começou a ruir quando um oficial de Justiça apareceu na residência das vítimas para apreender um veículo financiado irregularmente no nome da ex-sogra. Apenas nos dias que antecederam a descoberta, o investigado teria contraído dívidas no nome da ex-esposa que superam os R$ 160 mil.
As autoridades também identificaram que o suspeito utilizava a conta bancária da própria mãe, uma idosa, para ocultar os valores obtidos ilicitamente. Após perceber que o cerco estava se fechando no Brasil, o homem fugiu para a Europa, o que levou à inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.
O investigado foi apresentado ao Tribunal da Relação de Guimarães, em Portugal, e permanece detido em solo europeu. Ele agora aguarda os trâmites do processo de extradição para ser trazido de volta ao Brasil, onde responderá pelos crimes perante a Justiça do Rio Grande do Norte.
A Polícia Civil reforça que denúncias sobre crimes similares podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.
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