Polícia
Publicado em 02/04/2026, às 10h54 Malu Machado
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte lançou a operação 'Match Final' em Natal para desmantelar um esquema criminoso que atacava membros da comunidade LGBTQIAPN+, resultando na prisão de um casal acusado de assaltos e extorsões após encontros por aplicativos de relacionamento.
A investigação revelou que os criminosos seduziam as vítimas em aplicativos de namoro, marcavam encontros em suas residências e as ameaçavam com armas para roubar dinheiro e celulares, especialmente iPhones, além de extorquir as vítimas com ameaças de divulgação de fotos íntimas.
Até o momento, 20 vítimas foram identificadas e 15 celulares roubados foram recuperados, enquanto a polícia busca mais vítimas que possam ter medo de se apresentar, incentivando denúncias para avançar nas investigações.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) deflagrou, em Natal, a operação “Match Final”, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso que fazia vítimas dentro de comunidades LGBTQIAPN+.
Um casal foi preso preventivamente acusado de planejar e executar assaltos violentos e extorsões após marcarem encontros por aplicativos de relacionamento.
Além das prisões, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão e aplicou medidas cautelares (como o uso de tornozeleira eletrônica) em parentes dos investigados, nos bairros Dix-Sept Rosado, Quintas e Lagoa Nova.
De acordo com a investigação, o crime era muito bem estruturado:
O pesadelo das vítimas não parava no assalto físico. O casal praticava extorsão, ameaçando divulgar fotos íntimas e dados pessoais das vítimas caso não recebessem mais dinheiro.
A polícia identificou que o foco principal dos roubos eram aparelhos iPhone. Os criminosos obrigavam as vítimas a entregar a senha do iCloud para que os celulares pudessem ser formatados e revendidos ilegalmente. O dinheiro das contas das vítimas era transferido para a conta da própria investigada, da irmã dela e da mãe do suspeito.
Até o momento, os números impressionam:
A operação foi batizada de "Match Final" para simbolizar o fim dos crimes que começavam com um "match" digital. Veja imagens da ação policial:
A Polícia Civil acredita que existe um grande número de vítimas que ainda não prestaram queixa por medo ou vergonha, já que foram encontradas imagens de outras pessoas nos dispositivos apreendidos.
Em nota, a PCRN reforça a importância da colaboração da população por meio de denúncias:
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