Polícia

Estupro coletivo: Quem é o filho de subsecretário do RJ que está entre os investigados no crime contra adolescente em Copacabana? Veja tudo que se sabe até o momento

Reprodução internet
A vítima do estupro coletivo, de 17 anos, relatou ter sido atraída para um encontro que se tornou uma emboscada planejada por jovens conhecidos  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

[email protected]

Publicado em 03/03/2026, às 11h45



Um jovem de 18 anos, filho de um subsecretário do Governo do Estado do Rio de Janeiro, está entre os investigados por um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, o que levanta questões sobre a influência política no caso.

A vítima foi atraída para um encontro que se revelou uma emboscada, onde foi agredida e violentada por vários rapazes, conforme relato que descreve a violência física e psicológica sofrida durante o ataque.

O Ministério Público ofereceu denúncia e o Tribunal de Justiça expediu mandados de prisão preventiva para os suspeitos, enquanto a investigação continua em andamento, com dois dos envolvidos já desligados de suas instituições de ensino.

Resumo gerado por IA

Um dos jovens apontados pela Polícia Civil como envolvido em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, é filho de um subsecretário do Governo do Estado.

Segundo apuração já divulgada por veículos nacionais, trata-se de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Ele é filho de José Carlos Costa Simonin, advogado e atual subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com informações públicas disponíveis no portal oficial do governo estadual, José Carlos Costa Simonin integra o Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP), é membro do Conselho Gestor do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (FISED), além de exercer a vice-presidência do Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS/RJ).

Também participou da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social (PEDES).

Suspeito de estupro coletivo é filho do advogado José Carlos Costa Simonin, que trabalha na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do RJ
Suspeito de estupro coletivo é filho do advogado José Carlos Costa Simonin, que trabalha na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do RJ

Dinâmica dos fatos, segundo a investigação

Conforme relato prestado pela vítima às autoridades, ela recebeu mensagem de um colega de escola convidando-a para ir à residência de um amigo.

O encontro ocorreu em 31 de janeiro de 2026. Ainda segundo o depoimento, ao chegar ao prédio, o adolescente teria sugerido que fariam “algo diferente”, proposta recusada pela jovem.

No interior do apartamento, a adolescente afirmou ter sido conduzida a um quarto, onde permaneceu com outros rapazes.

De acordo com a narrativa apresentada à Polícia Civil, após a recusa em manter relações sexuais, os investigados teriam praticado atos libidinosos mediante violência física e psicológica.

A vítima relatou ter sido segurada pelos cabelos, agredida com um chute na região abdominal e impedida de sair do cômodo.

Também informou às autoridades que apresentava marcas pelo corpo e sangramentos após o episódio.

Delegado classifica caso como “emboscada planejada”

O delegado Ângelo Lajes afirmou que a apuração indica que o encontro teria sido premeditado.

Foi uma emboscada planejada, onde a vítima foi enganada por meio de um convite simulado feito por um dos agressores, que já havia se relacionado com ela e estuda no mesmo colégio. A partir dessa relação de confiança, ela foi até o imóvel para se encontrar com ele. No entanto, o quarto foi invadido por outros quatro adultos, que praticaram violência sexual, agressões físicas e violência psicológica”, declarou.

Segundo a investigação, a adolescente teria sido atraída pelo ex-namorado, também estudante da mesma instituição.

Situação dos investigados e andamento processual

Dois dos suspeitos foram desligados do Colégio Pedro II.

Os investigados maiores de idade foram identificados pela polícia como:

- Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos
- João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos
- Matheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos

O Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia, e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão preventiva por meio da 1ª Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes.
O Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia, e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão preventiva por meio da 1ª Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes.

Além deles, o ex-namorado da vítima, de 17 anos, também é apontado na investigação e pode responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, conforme previsto na legislação.

O Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia, e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão preventiva por meio da 1ª Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes.

O caso segue sob investigação.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating