Polícia
Publicado em 03/03/2026, às 10h48 Malu Machado
A Polícia do Rio de Janeiro investiga um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um apartamento em Copacabana, que deixou a vítima em estado de trauma e com dificuldades psicológicas. O crime foi registrado em 31 de janeiro e envolve quatro jovens indiciados, que agora são considerados foragidos.
A vítima foi atraída ao local por um ex-namorado e, ao chegar, foi forçada a manter relações com os outros agressores, que invadiram o quarto. O exame do IML confirmou a violência, evidenciando lesões físicas na jovem.
Os jovens indiciados enfrentam acusações de estupro coletivo qualificado e cárcere privado, enquanto a reitoria do Colégio Pedro II, onde dois dos agressores estudavam, iniciou o processo de desligamento deles. A mãe da vítima clama por justiça, enfatizando a necessidade de evitar que outros casos semelhantes ocorram.
A Polícia do Rio de Janeiro está à procura de quatro jovens indiciados por um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. O crime, ocorrido em 31 de janeiro em um apartamento em Copacabana, ganha contornos dramáticos com o depoimento da mãe da vítima, que descreve o rastro de dor e a luta da filha para não se sentir culpada pela violência sofrida.
A adolescente relatou à polícia que foi atraída ao local por um jovem da mesma idade, com quem já teve um relacionamento, sob o pretexto de ir à casa de um amigo.
Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada de três rapazes ao apartamento onde um quarto jovem já aguardava. Pouco depois, a menina entra com o adolescente.
Segundo o depoimento, enquanto a vítima e o menor estavam no quarto, os outros quatro adultos invadiram o cômodo e a forçaram a manter relações com todos eles. A jovem tentou fugir, mas foi impedida e mantida em cárcere privado. O exame do IML confirmou a violência, apontando lesões na região genital, glúteos e costas.
A mãe relembrou o momento exato em que percebeu a gravidade da situação ao encontrar a filha logo após o ocorrido:
Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz é: ‘Eles te deixaram alguma marca?’. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: ‘Vamos para a delegacia’”.
A recuperação psicológica tem sido o maior desafio. A mãe relata que o sentimento de culpa quase tirou a vontade de viver da adolescente:
Logo assim que ocorreu, ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida, por vergonha, porque achava que por onde passasse todo mundo ia apontar como estuprada e como culpada. Ela está conseguindo se conscientizar que não tem culpa, de que não está sozinha e de que ela importa. E que o ‘não’ dela é muito precioso e importa”, desabafa.
Assista ao forte relato da mãe:
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Os quatro jovens envolvidos foram indiciados por estupro coletivo qualificado (pela idade da vítima) e cárcere privado. Atualmente, são considerados foragidos. Já o adolescente que atraiu a menina teve a representação socioeducativa requerida pelo Ministério Público por atos análogos ao crime.
A vítima e dois dos agressores estudavam no tradicional Colégio Pedro II. A reitoria da instituição repudiou o crime e iniciou o processo de desligamento dos envolvidos, que já possuíam histórico de suspensões por comportamento inadequado.
A mãe encerra com um apelo por justiça:
“Eu só quero que eles paguem, porque não tem que haver outras vítimas”.
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