Polícia

Escândalo na cadeia: diretor é preso suspeito de trocar favores por picanha e serviços íntimos

Foto: MP-SC
Investigação aponta que diretor recebia carnes e serviços em troca de benefícios a detento em Lages, SC  |   BNews RN - Divulgação Foto: MP-SC
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

[email protected]

Publicado em 27/02/2026, às 13h04



O diretor do Presídio Masculino de Lages, na Serra Catarinense, foi preso nesta quinta-feira (26) sob suspeita de utilizar o cargo para beneficiar um detento em troca de vantagens pessoais. A investigação aponta recebimento de carnes nobres, bebidas e serviços de entretenimento adulto.

A prisão ocorreu durante a operação Carne Fraca, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do Grupo Especial Anticorrupção (Geac). A ação contou com apoio da 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages.

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, os fatos investigados teriam ocorrido entre março e outubro de 2025, dentro da unidade prisional localizada no município de Lages.

Favores dentro da unidade prisional

Segundo as apurações, o policial penal Rodrigo Barroso teria recebido benefícios da esposa de um detento custodiado na unidade. Em contrapartida, o interno teria sido favorecido administrativamente.

A mulher é proprietária de um estabelecimento de entretenimento adulto e, conforme a investigação, teria oferecido serviços do local ao diretor como parte das vantagens indevidas. Além disso, carnes, inclusive cortes considerados nobres, e bebidas também teriam sido entregues ao servidor.

Para o Ministério Público de Santa Catarina, o conjunto de indícios aponta para um ciclo contínuo de trocas, no qual decisões administrativas dentro do presídio eram sucedidas por ganhos materiais e pessoais.

Nome da operação e repercussão

A operação foi batizada de Carne Fraca em referência às supostas vantagens relacionadas ao fornecimento frequente de carnes ao agente público. O nome também simboliza, segundo o órgão, a fragilidade ética atribuída às condutas investigadas.

A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) informou que acompanhou o cumprimento dos mandados judiciais e declarou que não tolera desvios de conduta. O policial penal foi afastado imediatamente das funções por decisão judicial.

A pasta anunciou ainda a criação de uma Comissão de Intervenção Prisional Administrativa (CIPA) no Presídio Masculino de Lages, com o objetivo de ampliar a apuração sobre a gestão da unidade e assegurar o cumprimento das normas institucionais. A defesa do investigado, representada pela advogada Patrícia Lisbôa, afirmou que ainda não teve acesso aos autos do procedimento.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating