Polícia

Empresário é preso em condomínio de luxo na Grande Natal; confira operação que cumpriu mandado de prisão por mais de cinco tipos de crime

Reprodução internet
Operação Amicis amplia investigações sobre crimes tributários e patrimoniais, com operação que foca lavagem de dinheiro e associação criminosa  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

[email protected]

Publicado em 28/04/2026, às 11h39



A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta segunda-feira (28), a segunda fase da Operação Amicis e cumpriu mandado de prisão temporária contra um empresário em um condomínio de alto padrão no bairro de Emaús, em Parnamirim, na Grande Natal.

Além da prisão, a operação também executou dois mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça.

A nova etapa amplia investigações sobre supostos crimes tributários, fraude patrimonial, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro e trouxe um novo elemento considerado sensível pelos investigadores: indícios de vazamento de informações sigilosas sobre a própria operação policial.

Nova fase surgiu após perícia revelar elementos inéditos

Segundo a Polícia Civil, a segunda fase é um desdobramento das apurações iniciadas em junho de 2025, quando foi deflagrada a primeira etapa da Operação Amicis.

Com a análise pericial de aparelhos eletrônicos apreendidos anteriormente, investigadores identificaram novos elementos probatórios que levaram à adoção de novas medidas cautelares.

Entre os principais achados apontados pela investigação estão indícios de que alvos teriam tido conhecimento prévio da operação antes de seu cumprimento oficial.

Também surgiram suspeitas de destruição deliberada de provas digitais.

As apurações indicam possível exclusão de:

• Mensagens
• Registros de comunicação
• Dados digitais relevantes
• Conteúdos posteriormente recuperados por perícia

Segundo a investigação, parte dessas informações teria sido restaurada por meio de exames técnicos.

Polícia apura vazamento de informações

Um dos focos mais delicados da nova fase envolve suspeitas de interferência ilícita na apuração.

De acordo com a Polícia Civil, os novos indícios apontam possíveis crimes também contra a Administração Pública e contra a Administração da Justiça, além dos delitos já investigados inicialmente.

Com base nesse avanço, foi solicitada a prisão temporária de um dos principais investigados, apontado por suposta participação em crimes como:

• Lavagem de dinheiro
• Associação criminosa
• Estelionato
• Fraudes patrimoniais
• Possíveis crimes contra instituições públicas

As diligências seguem em andamento e novas infrações penais não estão descartadas.

Operação reforça cerco contra corrupção e lavagem de dinheiro

Em nota, a Polícia Civil afirmou que a ofensiva reforça o compromisso da instituição com o combate qualificado à corrupção e à lavagem de dinheiro.

A corporação também destacou que o sigilo de operações policiais é elemento essencial para a efetividade das investigações e para a proteção do interesse público.

O possível vazamento de informações, caso confirmado, pode abrir uma nova frente investigativa dentro do caso.

O que é a Operação Amicis

A Operação Amicis foi lançada para investigar um suposto esquema envolvendo crimes econômicos e patrimoniais complexos.

Com o avanço das diligências e o surgimento de novos elementos, a investigação passou a incorporar suspeitas mais amplas, incluindo possível obstrução investigativa.

A segunda fase sinaliza uma escalada das apurações e pode trazer novos desdobramentos nos próximos dias.

Polícia pede apoio da população

A Polícia Civil reforçou que informações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

Segundo a corporação, a colaboração da população pode contribuir para o avanço das investigações.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating