Polícia
A Polícia Federal iniciou a Operação CA/CL, visando uma organização criminosa que realizava fraudes financeiras e lavagem de dinheiro, envolvendo um empresário conhecido em Natal. O caso gerou repercussão, levando o investigado a restringir comentários em suas redes sociais.
O esquema utilizava empresas de fachada e práticas fraudulentas, como emissão de notas fiscais falsas e manipulação de dados financeiros, para obter empréstimos irregulares. Um funcionário de uma instituição financeira federal é acusado de facilitar as fraudes ao aprovar créditos sem a devida verificação.
A operação resultou em prisões e bloqueios de bens, além da apreensão de documentos e veículos. Os envolvidos enfrentam acusações de crimes financeiros e organização criminosa, enquanto a PF continua a investigar possíveis outras empresas ligadas ao esquema.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (9), a Operação CA/CL, que mira uma organização criminosa especializada em fraudes financeiras em larga escala e lavagem de dinheiro.
Entre os investigados está um empresário bastante conhecido na noite natalense — dono de um bar muito frequentado na capital, além de coach e mentor com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais.
Após a repercussão do caso, os comentários do perfil dele no Instagram foram rapidamente colocados como privados.
Esquema milionário usava empresas de fachada e créditos fraudulentos
Segundo a PF, o grupo operava um sistema sofisticado para obtenção irregular de empréstimos e linhas de crédito.
Para isso, utilizava empresas de fachada ou registradas em nome de laranjas, com movimentações que aparentavam robustez empresarial, mas eram completamente artificiais.
As investigações identificaram diversas estratégias fraudulentas, incluindo:
• Alterações societárias fictícias
• Aumento artificial do capital social
• Emissão de notas fiscais frias
• Uso de máquinas pesadas inexistentes como garantia
• Endereços incompatíveis com as empresas declaradas
Em muitos casos, empresas declaravam faturamento milionário sem sequer possuir um empregado.
Funcionário de instituição financeira participava das fraudes
Um servidor de uma instituição financeira federal também é apontado como peça-chave no esquema. Segundo a PF, ele teria:
• Inserido informações falsas em sistemas internos
• Ignorado alertas de risco
• Aprovado concessões de crédito sem verificação adequada
A atuação interna facilitava o acesso do grupo a valores elevados, que depois eram rapidamente pulverizados.
Lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial
Após a liberação dos recursos, o dinheiro era distribuído entre contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo criminoso.
Parte dos valores era convertida em veículos, imóveis e outros bens usados para blindagem patrimonial. Muitos desses bens eram registrados em nome de terceiros e, no caso dos veículos de alto valor, enviados para outros estados para dificultar o rastreamento.
De 2022 a 2025, pelo menos 20 empresas foram utilizadas no esquema, provocando prejuízos estimados em milhões de reais. A PF ainda apura se outras companhias faziam parte da operação, o que pode ampliar significativamente o valor fraudado.
Operação cumpre prisões e bloqueios de bens
A ação policial mobilizou oito equipes da PF e resultou em:
• 1 prisão preventiva
• 5 prisões temporárias
• Bloqueios de contas bancárias
• Restrições sobre bens adquiridos com dinheiro ilícito
• Apreensão de documentos, veículos, mídias eletrônicas e registros contábeisO material recolhido deve aprofundar as próximas fases da investigação.
Os envolvidos podem responder por crimes financeiros, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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