Polícia

Diretores da Polícia Federal colocam cargos à disposição após afastamento de Andrei Rodrigues

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Manifestação de apoio ocorre após decisão do STF sobre afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada, gerando tensão na PF  |   BNews RN - Divulgação Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 08/09/2026, às 17h49



Onze diretores da Polícia Federal (PF) colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, nesta terça-feira (8), em uma manifestação de apoio ao diretor-geral afastado, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A reação ocorreu poucas horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo dos dois dirigentes.

A nota divulgada pelo grupo classifica como injustificadas as acusações direcionadas à PF, a Andrei Rodrigues e a Leandro Almada. Os diretores afirmaram que a corporação vem sendo alvo de ataques que consideram sem fundamento e defenderam a atuação profissional dos dois delegados.

O posicionamento ocorre em meio à crise institucional envolvendo o caso Banco Master. A situação ganhou novo peso nesta terça-feira (8), após a Segunda Turma do Supremo formar maioria para manter o afastamento determinado por Mendonça. A análise, contudo, foi interrompida depois de um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes.

Na manifestação, os 11 dirigentes sustentaram que a trajetória de Andrei Rodrigues é marcada por uma atuação técnica, isenta e responsável. Segundo o documento, eventuais narrativas associadas a interesses político-eleitorais não seriam suficientes para comprometer a reputação profissional do diretor-geral afastado.

Os signatários também saíram em defesa de Leandro Almada, que ocupa a Diretoria de Inteligência Policial. A nota rejeita a ideia de que Rodrigues, Almada ou a própria PF tenham adotado uma conduta considerada não republicana. A afirmação representa a posição dos dirigentes que assinaram o documento e não uma conclusão judicial sobre as acusações.

Ao colocar os postos à disposição, os diretores ampliaram a dimensão da crise dentro da corporação. A medida, no entanto, não significa automaticamente que haverá uma saída coletiva dos cargos, já que cabe ao diretor-geral substituto avaliar eventuais pedidos de entrega das funções.

Afastamento ocorre em meio ao caso Banco Master

A nota foi assinada por Dennis Cali, Fabrício Schommer Kerber, Otavio Margonari Russo, Felipe Tavares Seixas, Helena de Rezende, Roberto Reis Monteiro Neto, André Luis Lima Carmo, Christiane Correa Machado, Alexsander Castro de Oliveira, Ademir Dias Cardoso Júnior e Humberto Freire de Barros.

Até o momento, não há indicação de que William Marcel Murad tenha aceitado os cargos colocados à disposição ou de que mudanças imediatas tenham sido determinadas na estrutura da Polícia Federal. A manifestação, porém, expõe a insatisfação de parte da cúpula da instituição diante do afastamento dos dois dirigentes.

Antes da decisão desta terça-feira (8), o presidente do Supremo, Edson Fachin, já havia solicitado manifestações de autoridades e da Polícia Federal sobre fatos relacionados ao caso Banco Master. O episódio passou a envolver diretamente a estrutura de comando da corporação após o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.

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