Polícia

Delivery de drogas é proibido em favela famosa pelo PCC; veja detalhes que geraram o conflito

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Relatórios policiais revelam que o delivery de drogas ampliava o comércio ilegal, afetando a lucratividade das biqueiras de uma das maiores favelas do país  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 23/02/2026, às 08h34



O Primeiro Comando da Capital suspendeu o 'delivery' de drogas em Heliópolis, São Paulo, devido a conflitos internos entre traficantes, o que pode impactar a dinâmica de vendas na comunidade.

A nova modalidade de venda havia ampliado o alcance do comércio ilegal, mas gerou descontentamento entre os traficantes que controlam os pontos fixos de venda, afetando seus lucros.

A Polícia Civil investiga a situação e identificou líderes da facção envolvidos, como Michael da Silva e Everton de Brito Nemésio, enquanto a organização busca manter o controle territorial e a hierarquia nas vendas.

Resumo gerado por IA

Uma decisão interna do Primeiro Comando da Capital (PCC) levou à suspensão do chamado “delivery” de drogas na comunidade de Heliópolis, na zona sul de São Paulo.

A modalidade vinha sendo usada para facilitar a venda direta a usuários, mas gerou conflito entre traficantes que controlam as biqueiras — pontos fixos de comercialização.

Mensagens apreendidas pela Polícia Civil paulista indicam que integrantes da facção reclamaram que o novo modelo prejudicava quem “lutou” para conquistar território nas comunidades.

Em um comunicado interno, foi determinado que a venda deveria ocorrer apenas nas “lojas” cadastradas, respeitando a hierarquia e as áreas dominadas.

Lideranças citadas em investigação

O inquérito menciona nomes apontados como responsáveis pela estrutura local. Entre eles, Michael da Silva, conhecido como Neymar, descrito como liderança ligada ao alto escalão da facção. Segundo registros processuais, ele chegou a ser preso preventivamente.

Outro citado é Everton de Brito Nemésio, o Delinho, apontado como integrante da cúpula e atualmente foragido.

As apurações são conduzidas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo e indicam que a organização criminosa buscou conter o conflito para preservar o modelo tradicional de vendas.

Delivery ampliou vendas e gerou conflito

Relatórios policiais indicam que o sistema de entrega ampliava o alcance do comércio ilegal e diminuía a presença de usuários nas biqueiras, afetando o faturamento dos pontos físicos.

A operação contava com logística própria, incluindo catálogo digital enviado por aplicativos de mensagens e distribuição organizada por região.
A operação contava com logística própria, incluindo catálogo digital enviado por aplicativos de mensagens e distribuição organizada por região.

A operação contava com logística própria, incluindo catálogo digital enviado por aplicativos de mensagens e distribuição organizada por região.

Para investigadores, o episódio revela o nível de estrutura interna do grupo e a divisão territorial dentro da facção, que mantém controle rígido sobre áreas de atuação.

Heliópolis e o impacto da criminalidade

A comunidade de Heliópolis, considerada uma das maiores do país, já foi alvo de diversas operações policiais relacionadas ao tráfico de drogas e atuação de organizações criminosas.

Especialistas em segurança pública avaliam que disputas econômicas dentro de facções são comuns quando surgem novas formas de comercialização, sobretudo quando alteram a divisão de lucros e territórios.

Pontos principais do caso:
• local: Heliópolis, zona sul de São Paulo
• facção citada: Primeiro Comando da Capital (PCC)
• motivo da decisão: disputa interna por controle de vendas
• investigação: Polícia Civil do Estado de São Paulo
• líderes citados: Michael da Silva (“Neymar”) e Everton de Brito Nemésio (“Delinho”)

Classificação Indicativa: Livre

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