Polícia
A polêmica envolvendo o concurso dos Policiais Penais ganhou um novo capítulo, após indícios de fraudes e vazamento da prova, que ocorreu no último domingo (13). Agora o Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (SINDPPEN-RN) protocolou um ofício solicitando a anulação da prova do concurso público da Polícia Penal do Estado, diante dos fatos registrados durante a aplicação e dos indícios de possíveis tentativas de fraude.
Para o Sindicato, as ocorrências identificadas representam violação à segurança do concurso e colocam em dúvida a necessária lisura e igualdade de condições entre os candidatos.
Diante da gravidade da situação, o SINDPPEN entendeu que a anulação é a medida necessária para preservar a credibilidade do concurso e, principalmente, os direitos de quem estudou e participou do processo seletivo de maneira honesta.
O SINDPPEN-RN reconhece e parabeniza o trabalho dos policiais civis responsáveis pela investigação e pela operação realizada para identificar possíveis envolvidos nas irregularidades, que contou também com o apoio de Policiais Penais. Da mesma forma, destaca a atuação dos fiscais de prova que contribuíram para identificar situações suspeitas durante a aplicação do exame", pontou o Sindicato, em um comunicado, nesta terça-feira (15).
A presidente do SINDPPEN-RN, Vilma Batista, também ressaltou que este posicionamento busca defender a PPRN e os candidatos que agiram dentro da legalidade.
Estamos diante de fatos graves que, no nosso entendimento, comprometem a segurança e a lisura do concurso. Não podemos aceitar qualquer dúvida sobre um processo que vai selecionar os futuros integrantes da Polícia Penal. Por isso, já protocolamos oficialmente o pedido de anulação da prova. Essa também é uma forma de respeitar e defender os candidatos sérios, que estudaram e se prepararam honestamente para conquistar uma vaga”, afirmou.
Vilma reforçou ainda que a PPRN não é lugar para pessoas mal-intencionadas que tentem ingressar na instituição por meio da prática de crimes. A carreira exige um compromisso com a legalidade, responsabilidade e conduta compatível com a missão de um profissional da Segurança Pública.
"O SINDPPEN-RN seguirá acompanhando os desdobramentos das investigações e cobrando providências dos órgãos responsáveis. É indispensável que qualquer processo de seleção para ingresso na Polícia Penal seja realizado com segurança e igualdade de condições", enfatizou a presidente do sindicato que representa a categoria.
Ministério Público pede investigação
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu um procedimento para apurar se existem elementos que possam levar à anulação das provas escritas do concurso público da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). O edital oferece vagas e cadastro reserva para os cargos de policial penal e especialista em assistência penitenciária.
A investigação está sendo conduzida pela 70ª Promotoria de Justiça de Natal e considera, entre outros fatores, a prisão em flagrante de 11 candidatos durante a aplicação da prova objetiva.
Os envolvidos são suspeitos de portar dispositivos eletrônicos que poderiam ser utilizados para transmitir informações de maneira irregular durante o exame.
Um outro ponto de investigação, destacado pelo MPRN, é a circulação de imagens em aplicativos de mensagens enquanto as provas ainda estavam sendo realizadas.
Segundo as informações analisadas, as fotografias indicam que páginas do caderno de questões podem ter sido registradas dentro dos locais de aplicação.
Prisões até o momento
No dia do concurdo, domingo (13) 12 pessoas foram presas em flagrante por suspeita de fraude durante a aplicação das provas do concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Civil, dez prisões ocorreram em Mossoró e duas em Natal.
A mídia local havia divulgado que um dos presos em flagrantes seria o vice-presidente da Câmara Municipal de Goiana, em Pernambuco, Ramon Aranha (União). Pórém, o vereador Ramon Aranha, (União Brasil), de Goiana (PE), fez um pronunciamento em suas redes sociais e negou que tenha sido preso em flagrante durante um concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, em Natal (RN).
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Ramon negou envolvimento com qualquer fraude e explicou que no momento da prova, o celular que estava dentro de uma sacola plástica lacrada tocou e ele foi retirado da sala e submetido a uma revista pessoal, acompanhada por uma equipe policial, para verificar se carregava algum equipamento que pudesse ser utilizado para fraudar o concurso.
Ramon afirmou que nenhum dispositivo irregular foi encontrado e que já está em casa com a família. “Eu não fui preso em flagrante, só fui alvo de uma revista”, declarou.
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