Amigos e familiares de Pétala Yonah, de 7 anos, realizaram na noite desta terça-feira (28) um protesto no conjunto Leningrado, bairro Planalto, Zona Oeste de Natal, para exigir justiça pela morte da criança. A mobilização reuniu dezenas de pessoas vestidas de preto, com balões brancos e faixas cobrando punição rigorosa ao responsável pelo crime que chocou o Rio Grande do Norte.
O principal suspeito é o ex-padrasto da menina, José Alves Teixeira Sobrinho, preso após confessar o assassinato e indicar que enterrou o corpo da vítima no quintal da própria casa. O caso provocou forte repercussão e indignação popular.
Pétala havia desaparecido no último dia (19), quando brincava com primos. Desde então, familiares iniciaram buscas até que a investigação da Polícia Civil levou ao suspeito.
Investigação
Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), durante abordagem, o homem confessou o crime. Em depoimento, ele afirmou que teria planejado inicialmente sequestrar a criança para atingir emocionalmente a mãe da vítima.
Ainda conforme os investigadores, o suspeito citou objetos que teriam sido separados para a ação, entre eles alicate, máscara, balaclava e spray de pimenta. A polícia informou também que foram encontradas anotações em um caderno indicando premeditação.
A mãe da criança havia encerrado o relacionamento com o investigado em dezembro do ano passado. Após a separação, segundo relatos da família, ele não aceitava o término e chegou a invadir a residência.
Foto: Reprodução redes sociais
Suspeito
Em outro trecho do depoimento, o investigado declarou que pretendia apenas “dar um susto” e manter a menina presa temporariamente para causar sofrimento à mãe. A fala aumentou ainda mais a revolta entre familiares.
De acordo com o delegado Márcio Silva Lemos, da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o homem teria agido sozinho. Durante as diligências, também foram apreendidos dois celulares, sendo um deles localizado no lixo.
Caso seja condenado com a tipificação de vicaricídio, crime praticado para atingir emocionalmente outra pessoa por meio da morte de alguém próximo, o suspeito poderá cumprir pena de até 40 anos de prisão. Enquanto isso, moradores e familiares seguem cobrando resposta rápida da Justiça.
José Alves Teixeira confessou o assassinato