Polícia
A filha de Elize e Marcos Matsunaga, criada pelos avós após o assassinato do pai em 2012, descobriu sua verdadeira origem de forma abrupta e traumática durante uma festa escolar, quando uma colega revelou a identidade de seus pais e o crime cometido por sua mãe.
Desde a revelação, a criança enfrenta um colapso emocional e recebe acompanhamento psicológico, enquanto os avós tentam preservar sua integridade emocional e evitar a exposição pública, sem previsão de reaproximação entre Elize e a filha.
Elize, condenada pelo crime, cumpre liberdade condicional desde 2022 e vive em Franca, São Paulo, distante da filha e da vida que levava com Marcos, em meio a um contexto de tensões familiares e uma venda bilionária da empresa Yoki.
A infância da filha de Elize e Marcos Matsunaga foi marcada por uma revelação devastadora — e feita da pior forma possível. Criada pelos avós paternos desde o assassinato e esquartejamento do empresário, em 2012, a menina cresceu sem saber quem eram seus pais biológicos. A proteção da família sempre foi rígida, mas um episódio inesperado quebrou esse sigilo.
O choque veio quando ela tinha apenas 9 anos, durante uma festa escolar. A informação veio não de um adulto preparado, mas de outra criança — e de maneira brutal, segundo relatos do jornalista Ulisses Campbell, autor do livro “Elize Matsunaga: a mulher que esquartejou o marido” e roteirista da série “Tremembé”.
A revelação na festa da escola
De acordo com Campbell, a descoberta aconteceu de forma abrupta e pública:
• a menina foi abordada por uma colega durante o evento;
• ao informar que seus “pais” eram os avós, foi corrigida pela outra criança;
• a colega então revelou a identidade dos verdadeiros pais e o crime cometido pela mãe.
O jornalista detalhou a cena no podcast “Cortesia”:
Uma criança chamou ela e perguntou: ‘Quem são seus pais?’… Depois que respondeu os avós, a outra disse: ‘Não, seu pai é o Marcos Matsunaga e sua mãe é a Elize Matsunaga, que é uma prostituta que matou e esquartejou seu pai’.”
A revelação provocou um colapso emocional na criança, que passou a receber acompanhamento psicológico desde então.
A luta dos avós para preservar a imagem da neta
A minissérie “Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime”, da Netflix, reforça que os avós sempre priorizaram o anonimato e a integridade emocional da menina.
A advogada da família afirma que:
• a exposição pública é evitada ao máximo;
• não há previsão de reaproximação entre Elize e a filha;
• o desejo de reencontrar a menina é uma das maiores angústias de Elize.
Mesmo após reiterar várias vezes a vontade de retomar o contato, a ex-detenta permanece afastada por determinação familiar.
Como Elize e Marcos se conheceram
A relação do casal nasceu em circunstâncias controversas.
Segundo relatos da época:
• eles se conheceram por meio de um site de prostituição;
• Marcos já se encontrava com outras garotas de programa antes de Elize;
• foi por ela, porém, que o empresário se apaixonou.
Com o casamento, Elize deixou a antiga vida e passou a desfrutar de conforto e luxo.
Mas o relacionamento começou a ruir quando ela passou a suspeitar de traições.
A descoberta da traição e o estopim do crime
Elize contratou um detetive particular, que registrou Marcos se encontrando com outra prostituta, identificada como Natália.
Entre os elementos que agravaram a crise:
• Marcos levou a amante ao restaurante japonês preferido do casal;
• Natália disse ter recebido um carro do empresário;
• mensagens e encontros paralelos reforçaram a infidelidade.
Essas tensões se somaram a um momento crítico para Marcos: a reta final da venda da Yoki.
O contexto milionário que cercava o caso
Na época do crime, a Yoki negociava sua venda para a multinacional General Mills.
A transação:
• foi avaliada em cerca de R$ 2 bilhões;
• se concretizou em maio de 2012, no mesmo mês do assassinato;
• gerou grande exposição midiática para a família e a empresa.
O processo de venda foi influenciado por disputas internas entre as herdeiras — a mãe de Marcos, Misako Matsunaga, e sua tia, Yeda Kitano Cherubini — que não desejavam continuar na gestão direta da companhia.
Rumores apontam que o medo de perder privilégios diante da nova amante e a pressão da transição bilionária podem ter contribuído para o desfecho trágico.
Onde está Elize hoje
Condenada pelo homicídio e esquartejamento do marido, Elize cumpre liberdade condicional desde 2022.
Atualmente, vive em Franca, no interior de São Paulo, longe da filha e da antiga vida que compartilhava com o executivo.
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