Polícia
Nos últimos meses, a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal, tem acumulado uma sequência de fugas e tentativas de fuga que expõe fragilidades recorrentes na maior unidade prisional do Rio Grande do Norte. A unidade tinha ficado quase cinco anos sem registrar uma fuga, período de estabilidade que acabou em maio deste ano.
Desde então, já são quatro episódios de fuga ou tentativa de fuga, o mais recente na terça-feira (8), quando o detento Anderson Stallone Flores dos Santos, de 38 anos, usou a área de uma obra de ampliação da unidade para escalar a muralha e escapar. Ele estava preso desde dezembro de 2025 e ainda não foi encontrado.
A primeira fuga aconteceu em 2 de maio de 2026. Cinco presos, identificados como Pedro Gabriel da Silva, Jefferson Cleyton Lima da Silva, Carlos Soares Alves da Silva, Maycon Dias Mora e Rodrigo da Silva Nascimento, danificaram o sistema de ventilação de uma cela do Pavilhão 1, atravessaram o pátio e usaram uma "tereza" (gíria carcerária utilizada pelos detentos para se referir a uma corda improvisada), corda feita de lençóis amarrados, para escalar o muro principal.
O secretário de Administração Penitenciária do RN, Helton Edi Xavier, classificou o caso como uma "surpresa" e afirmou que a unidade não registrava fugas havia quase cinco anos. Quatro dos cinco fugitivos foram recapturados nos meses seguintes. O último deles, Rodrigo da Silva Nascimento, só foi encontrado em 14 de agosto, na cidade de Sousa, na Paraíba. Maycon Dias Mora segue foragido.
Menos de três meses depois, em 31 de julho, o Complexo de Alcaçuz teve sua fuga mais numerosa do período. Treze detentos arrancaram um vaso sanitário da cela e cavaram um buraco na tubulação para deixar o Presídio Rogério Coutinho Madruga, unidade que integra o complexo.
Dois foram recapturados ainda dentro do presídio, mas onze conseguiram sair: Cleidson Martins Dantas, Thiago da Silva Maia Braga, Diogo da Luz Silva, Isaac Donato Rodrigues, Kaio do Nascimento Gomes, Tiago Nogueira da Silva, Petrúcio Railande dos Santos, Jackson Matheus Martins Simões, Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva, Eliandson Luciano de Lima e Julianderson Francisco Nogueira.
O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) afirmou que havia lideranças de uma facção criminosa entre os fugitivos.
No fim de agosto, uma nova falha foi descoberta antes que se tornasse fuga. Durante uma revista de rotina, agentes notaram uma diferença na pintura de uma parede do Pavilhão 4 e encontraram um buraco sendo cavado por presos. Dessa vez, ninguém chegou a deixar a unidade.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top