Negócios
O Rio Grande do Norte está tentando retomar as exportações do camarão produzido em território potiguar para a China e também com a União Europeia (UE). Tratativas começaram a acontecer nesta última semana, em reunião realizada em Brasília. Com o velho continente as tratativas avançaram. Porém, o Estado ainda tenta corrigir um erro técnico ocorrido com os chineses para que o crustáceo volte ao pódio mais alto da balança comercial.
"Estamos animados com a União Europeia", revelou o secretário estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), Guilherme Saldanha. Porém, ele admite que a situação com os chineses, apesar de não ser algo tão complicado como parece, ainda vai levar algum tempo. "China ainda indefinido, apesar de ser o mais fácil", acrescentou.
Em 2012 a Comunidade Europeia baniu o pescado brasileiro pelo fato de embarcações pesqueiras brasileiras de captura não atenderem a certos requisitos sanitários. E o camarão de aquicultura entrou nessa relação de pescados. O fato é que, até hoje, o RN está proibido de exportar para a Europa.
Antes do banimento, o RN chegou a exportar entre 8.000 e 12.000 toneladas por ano vinham sendo exportados do RN para a Europa.
O desafio do RN com a China é superar impasses burocráticos e técnicos, com reuniões e visitas de importadores ao RN. Um dos objetivos é aproveitar o forte laço comercial já existente entre o Brasil e a China e o potencial consumidor que o mercado asiático tem diante do produto.
O processo de retomada chegou a acontecer em meados de 2025, mas acabou adiado por um erro técnico no cadastro. À época, o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), Guilherme Saldanha, explicou o que aconteceu em entrevista à Tribuna do Norte:
"Infelizmente, houve uma falha no cadastramento do camarão. Apesar de terem caracterizado a espécie correta, que é o camarão vannamei (Litopenaeus vannamei), na complementação do cadastro eles erraram: colocaram o camarão vannamei de captura. Só que não existe no mundo camarão vannamei de captura. Ele é explorado através de cultivo”.
Importadores chineses se mostram interessados no camarão potiguar, apesar de ainda não haver liberação definitiva.
A abertura do mercado chinês é vista como um marco crucial para a carcinicultura potiguar, fortalecendo a economia e gerando empregos.
Os laços comerciais entre o Rio Grande do Norte e a China vêm se fortalecendo nos últimos anos. Desde 2021, o país asiático já figura como um dos principais parceiros comerciais do estado. Em 2025, as importações potiguares originadas da China somaram mais de US$ 134,1 milhões.
O camarão potiguar é considerado de alta qualidade, seguindo rígidos padrões de biossegurança, o que o torna competitivo para o mercado chinês.
Há discussões sobre a necessidade de melhorar a logística de escoamento (portos) e preparar a indústria para atender à demanda chinesa, que é enorme, mas exige adaptação.
O setor acredita que a questão envolve também vontade política e a necessidade de alinhar os requisitos sanitários e burocráticos entre os países.
A carcinicultura se consolidou como uma das bases do agronegócio nordestino, com destaque para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, que lideram a produção nacional. Juntos, eles produzem 99,6% de todo o camarão do Brasil. Foram mais de 120 mil toneladas no ano passado.
Em 2024, o Brasil cultivou uma produção de 210 mil toneladas, somando aproximadamente R$ 6 bilhões em valor de mercado, um crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior.
Leia também
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top