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RN entra na disputa para sediar supercomputador bilionário que pode colocar o Brasil no topo da IA

Sandro Menezes - Assecom / RN
Com investimento de R$ 1,8 bilhão, supercomputador no RN promete ser um dos mais potentes do mundo, ampliando a autonomia nacional  |   BNews RN - Divulgação Sandro Menezes - Assecom / RN
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 30/12/2025, às 20h11



O Governo do Rio Grande do Norte propôs a instalação de uma nova unidade do Laboratório Nacional de Computação Científica para abrigar um supercomputador de alto desempenho, parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, visando fortalecer a soberania tecnológica do país.

A proposta foi apresentada em uma reunião que contou com a participação da governadora Fátima Bezerra e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacando o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo como a área escolhida para a instalação.

Com um investimento estimado em R$ 1,8 bilhão, o supercomputador deve ser um dos dez mais potentes do mundo, e sua operação em energia renovável pode gerar uma economia significativa, além de ampliar a autonomia do Brasil em processamento de dados.

Resumo gerado por IA

O Governo do Rio Grande do Norte apresentou proposta para sediar uma nova unidade do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), com o objetivo de viabilizar a instalação de um supercomputador de alto desempenho previsto no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

A iniciativa integra a estratégia do Governo Federal para fortalecer a soberania tecnológica e ampliar a capacidade nacional de processamento de dados.

A proposta foi apresentada durante reunião virtual realizada nesta terça-feira (30), que contou com a participação da governadora Fátima Bezerra, da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, além de equipes técnicas do ministério.

Também participaram os coordenadores do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho do Instituto Metrópole Digital da UFRN (NPAD/IMD/UFRN) e representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado.

O supercomputador é um equipamento de altíssimo desempenho, utilizado por instituições públicas para processar grandes volumes de dados e executar cálculos complexos, sendo essencial para pesquisas científicas, desenvolvimento tecnológico, políticas públicas, inteligência artificial, previsão climática, saúde, energia, defesa e planejamento estratégico.

Área definida e cronograma

A proposta do Governo do Estado será formalizada oficialmente junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no dia 15 de janeiro de 2026. Após estudos técnicos, foi definido o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), localizado em Macaíba, como área destinada à instalação do equipamento.

Além do Rio Grande do Norte, apenas a Prefeitura do Rio de Janeiro manifestou interesse em sediar o supercomputador, condicionado ao atendimento de critérios como disponibilidade energética, conectividade e área adequada.

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“Justiça e oportunidade para o Nordeste”

Ao final da reunião, a governadora Fátima Bezerra destacou a importância do protagonismo potiguar na iniciativa.

“Fico muito feliz ao ouvir que o Rio Grande do Norte é o primeiro estado a se posicionar de forma objetiva nessa disputa. Também considero fundamental que o Nordeste seja olhado com atenção especial. Isso não é privilégio, é justiça e reconhecimento do potencial da região”, afirmou.

Um dos principais diferenciais apresentados pelo RN é o baixo custo operacional, especialmente relacionado à energia elétrica.

O estado é um dos maiores produtores de energia renovável do país e possui excedente de geração, o que pode reduzir significativamente os custos de operação do supercomputador.

Segundo o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, o uso de energia 100% limpa permitiria reduzir de quatro a seis vezes o custo energético de um equipamento que demanda entre 10 e 15 megawatts. A economia estimada pode chegar a R$ 600 milhões ao longo de dez anos.

Decisão estratégica nacional

A ministra Luciana Santos ressaltou que a escolha do local será baseada em critérios técnicos e estratégicos.

“A instalação do supercomputador envolve uma decisão de Estado, que passa por critérios técnicos rigorosos e também por uma definição que caberá ao presidente Lula”, afirmou.

A condução do processo está sob responsabilidade de uma comissão formada pelas ministras Luciana Santos (MCTI) e Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), além do ministro Rui Costa (Casa Civil). O grupo coordena a implementação do PBIA e a definição das especificações técnicas do equipamento.

Estrutura de padrão internacional

Com investimento estimado em R$ 1,8 bilhão, o supercomputador deverá figurar entre os dez mais potentes do mundo. A estrutura será fundamental para o avanço da inteligência artificial no Brasil, reduzindo a dependência de plataformas estrangeiras e ampliando a autonomia nacional em processamento de dados em larga escala.

De acordo com o coordenador do NPAD/IMD/UFRN, Samuel Xavier, a proposta não prevê a transferência do LNCC de Petrópolis (RJ), mas a criação de uma segunda unidade.

“A gestão e a administração permaneceriam sob responsabilidade do MCTI, a exemplo do que ocorre com outros institutos nacionais”, explicou.

Classificação Indicativa: Livre

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