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Queda histórica: indústria do RN tem maior queda de produção e pior resultado do país

IBGE
O setor da indústria do Rio Grande do Norte enfrenta dificuldades, com a fabricação de biocombustíveis liderando as quedas  |   BNews RN - Divulgação IBGE
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 13/03/2026, às 15h37



A indústria do Rio Grande do Norte registrou uma queda de 24,9% na produção em janeiro de 2026, o maior recuo do país, segundo dados do IBGE, impactando negativamente a economia local.

A queda foi impulsionada principalmente pela fabricação de coque e derivados de petróleo, que teve uma redução de 38,6%, além de um desempenho negativo nas indústrias extrativas e de alimentos.

Com apenas duas atividades apresentando crescimento, a situação atual da indústria no estado é preocupante, refletindo uma variação acumulada negativa de 12,5% nos últimos 12 meses, enquanto o cenário nacional mostrou leve crescimento de 0,2%.

Resumo gerado por IA

O setor da Industria do Rio Grande do Norte teve queda de mais de 24%, já no início de 2026 e ficou com o recuo mais intenso do país. Os dados são da Pesquisa PIM-PF Regional Período de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (13).

Segundo o IBGE, a produção física da indústria do Rio Grande do Norte caiu 24,9% no primeiro mês do ano, em relação a janeiro de 2025. O RN registrou o menor resultado entre as 17 unidades da federação onde a pesquisa é realizada.

O desempenho potiguar foi duas vezes mais baixo que o da Bahia (-10,3%), conforme colocado na lista de estados que assinalaram os recuos mais intensos.

O resultado negativo no RN foi pressionado pela fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-38,6%).

O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, salientou que: “nesse mês, o setor apresentou paradas para manutenção, normalmente programadas, o que nos ajuda a explicar a queda de 38,6% dentro da atividade que detém maior peso entre as demais atividades pesquisadas na indústria local”.

Para além disso, as indústrias extrativas, que registraram números positivos na maior parte de 2025, também começaram 2026 em queda (-7,5%), assim como as atividades de fabricação de produtos alimentícios (-5,6%).

No primeiro mês do ano, apenas duas atividades de confecção de artigos do vestuário e acessórios tiveram resultado positivo (41,6%).

A variação acumulada nos últimos 12 meses pela indústria geral do estado também foi negativa (-12,5%) em janeiro de 2026, em relação ao período anterior de 12 meses.
Cenário Nacaional das Industrias

No cenário nacional, o setor industrial nacional mostrou variação positiva de 0,2% em janeiro de 2026, com oito dos dezoito locais pesquisados em expansão na produção.

O mês de janeiro de 2026 (21 dias) teve 1 dia útil a menos que igual mês do ano anterior (22).

Pernambuco (27,7%) e Espírito Santo (14,5%) tiveram os avanços mais acentuados neste mês.

A Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação.

A pesquisa, traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

Os resultados completos da pesquisa podem ser consultados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), clicando aqui.

Classificação Indicativa: Livre

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