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Preço do gás dispara em Natal e chega a quase R$ 130, aponta Procon

Carlos Rodrigo
A zona Norte registrou o menor preço médio, com R$ 108,00, embora também tenha apresentado aumento em relação à pesquisa anterior  |   BNews RN - Divulgação Carlos Rodrigo
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 23/04/2026, às 16h21



O Procon Natal realizou, na última semana, uma pesquisa sobre os preços do gás de cozinha na capital potiguar. O levantamento apontou que o botijão de 13 kg está sendo vendido, em média, por R$ 112,00.

O valor atual representa uma alta significativa em relação aos últimos anos, mantendo a tendência de aumento já observada anteriormente.

Em alguns pontos da cidade, o preço já atinge patamares ainda mais elevados, impactando diretamente o orçamento das famílias.

Diferença de preços chama atenção

A pesquisa foi realizada em 24 estabelecimentos distribuídos pelas quatro regiões de Natal.

O levantamento identificou uma variação de até 29% no preço do botijão.

O valor mais alto encontrado foi de R$ 128,00, no bairro Candelária, enquanto o menor preço, R$ 99,00, foi registrado em Pajuçara, diferença de R$ 29,00 entre os extremos.

Regiões apresentam valores distintos

Entre as regiões da cidade, a zona Sul apresentou o maior preço médio, chegando a R$ 121,00.

Já a zona Norte registrou o menor valor médio, com R$ 108,00, embora também tenha apresentado aumento em relação à pesquisa anterior.

As zonas Leste e Oeste também tiveram reajustes, com elevações médias de 8,93% e 6,48%, respectivamente.

Alta tem causas econômicas

De acordo com o Núcleo de Pesquisa do Procon, o preço atual representa um aumento de 10,34% em comparação com a média de 2022.

Entre os fatores que explicam a alta estão reajustes no ICMS, definidos pelo Confaz, aumentos nas distribuidoras ligados ao refino da Petrobras e variações no mercado internacional.

Em 2022, o botijão custava, em média, R$ 100,00 em março, subindo para R$ 103,00 em setembro.

Consumidor deve ficar atento

O Procon orienta que os consumidores pesquisem preços antes da compra, devido às diferenças significativas entre os pontos de venda.

O órgão também alerta para possíveis variações entre pagamento à vista e no cartão, além da cobrança de taxa de entrega.

Essa prática é permitida desde que informada previamente, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Em caso de irregularidades, denúncias podem ser feitas presencialmente na sede do Procon ou por canais digitais, mediante apresentação de comprovantes.

Classificação Indicativa: Livre

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