Negócios
Publicado em 04/07/2026, às 19h36 Redação
O crescimento econômico do Rio Grande do Norte atravessa um período de cautela. A nova estimativa da Tendências Consultoria, divulgada em matéria da Tribuna do Norte, foi revisada para baixo em relação aos 1,4% previstos anteriormente e coloca o PIB potiguar em uma trajetória de alta de apenas 0,5% para este ano. Segundo a economista Giuliana Folego, a queda de 17,9% no setor industrial, puxada pelo recuo de quase 30% no refino de petróleo e biocombustíveis, é o principal entrave para um desempenho mais robusto.
O declínio na produção em campos maduros e interrupções operacionais na Refinaria Clara Camarão impactaram diretamente a geração de riqueza no estado. O setor de petróleo, historicamente um pilar da economia local, tem contribuído negativamente para o PIB na última década, devido à redução crônica de investimentos, segundo aponta o Sindipetro-RN.
Além da indústria, a agropecuária potiguar também enfrenta previsões desfavoráveis, com retração projetada para itens como leite, ovos, mandioca e carne bovina. Entidades como a Faern reforçam que a insegurança hídrica, os custos elevados de energia e gargalos logísticos limitam a competitividade dos produtores.
Apesar dos indicadores atuais, a Tendências projeta um cenário de recuperação para 2027, com a economia potiguar podendo avançar 1,8%. A previsão baseia-se na retomada parcial do refino e no avanço de setores como a indústria de transformação e o fortalecimento de culturas como arroz e feijão.
O estado mantém bases econômicas sólidas, como a liderança em energia renovável e a fruticultura irrigada de alta produtividade em regiões como Mossoró e Assú. Fábio Queiroga, do COEX, ressalta que a abertura de mercados exigentes, como o chinês, pode impulsionar as exportações. Contudo, lideranças empresariais, como Roberto Serquiz (Fiern), enfatizam que a transformação desse potencial em desenvolvimento sustentável depende de um ambiente de negócios mais moderno, com estabilidade fiscal, segurança jurídica e, principalmente, melhorias estruturais na logística de escoamento.
O turismo, pilar do setor de serviços, permanece como um motor dinâmico, mas, segundo a Fecomércio-RN, requer investimentos contínuos em qualificação profissional e infraestrutura que vá além do apelo convencional de "sol e mar".
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top