Negócios

Petroleiros anunciam greve nacional; veja motivo e reivindicações

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A greve nacional, marcada para começar na próxima segunda-feira, visa pressionar a Petrobras e o governo a atender demandas essenciais dos trabalhadores  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/FUP
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 11/12/2025, às 09h09



Trabalhadores da Petrobras aprovaram uma greve nacional que começará na próxima segunda-feira, em resposta à rejeição da contraproposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho, o que pode impactar a operação da estatal e suas negociações com o governo.

As principais reivindicações incluem soluções para o fundo de pensão Petros, melhorias no plano de cargos e salários, e a defesa da Petrobras como uma empresa pública, refletindo a insatisfação com a falta de avanços nas negociações.

Os sindicatos notificarão oficialmente a Petrobras sobre a greve e já iniciaram mobilizações, enquanto a empresa afirma manter um canal de diálogo e espera concluir as negociações com uma nova proposta que traga avanços para a categoria.

Resumo gerado por IA

Trabalhadores da Petrobras anunciaram, nesta quarta-feira (10), a aprovação de uma greve nacional, que se inicia na próxima segunda-feira (15).

A decisão foi tomada após semanas de assembleias por todo o país e representa a rejeição da contraproposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos afiliados consideraram a última oferta da Petrobras como "insuficiente" por não avançar em pontos cruciais das reivindicações da categoria.

Principais reivindicações

A paralisação tem como objetivo pressionar a Petrobras e o governo a atenderem a três eixos principais nas negociações:

  • Solução para a Petros: A principal demanda é a busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, o fundo de pensão da estatal. O tema se arrasta há quase três anos e impacta diretamente a renda de aposentados e pensionistas.
  • Plano de cargos e salários: Melhor remuneração e plano de carreira, com aumentos garantidos e sem cortes por ajuste fiscal.
  • "Pauta pelo Brasil soberano": Defende que a Petrobras se mantenha como empresa pública, adotando um modelo de negócios focado no fortalecimento da estatal e na soberania nacional.

A FUP destacou que, além dos PEDs, a empresa não ofereceu soluções consistentes para outras pendências acumuladas ao longo das negociações. Em resposta à aprovação da greve, os sindicatos devem notificar oficialmente a Petrobras sobre a paralisação na próxima sexta-feira (12), cumprindo o prazo legal.

Vigília e mobilização

A categoria já iniciou a mobilização. Aposentados e pensionistas retomaram uma vigília em frente ao Edifício Senado (Edisen), sede da Petrobras no Rio de Janeiro.

Vigília foi retomada nesta quinta-feira (11). Foto: Sindipetro Unificado
Vigília foi retomada nesta quinta-feira (11). Foto: Sindipetro Unificado

As ações sindicais também ocorrem em Brasília, onde representantes participam de reuniões com integrantes do governo e da Comissão Quadripartite (formada por Petrobras, Sest, Previc e entidades do Fórum em Defesa da Petros) em busca de avanços.

A FUP reafirma que, apesar da decisão pela greve, segue aberta ao diálogo, mas o resultado das assembleias demonstrou forte disposição para pressionar por melhorias no ACT.

Posição da Petrobras

Em nota oficial à Agência Brasil, a Petrobras informou que mantém um canal de diálogo permanente com as entidades sindicais e que tem participado regularmente de reuniões para discutir sua proposta e a pauta de reivindicações.

A companhia confirmou ter apresentado uma nova proposta que “contempla avanços para a categoria” e expressou a expectativa de concluir o novo acordo na mesa de negociações.

Leia a nota: 

“A Petrobras mantém um canal de diálogo permanente com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas promovidas. Neste momento, a empresa está em negociações de seu Acordo Coletivo de Trabalho e tem participado regularmente de reuniões com as federações sindicais para discutir sua proposta e a pauta reivindicatória.

A companhia apresentou, nesta terça-feira (09/12), uma nova proposta que contempla avanços para a categoria e espera concluir o novo acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais.

A Petrobras respeita o direito de manifestação dos empregados e, em caso de necessidade, adotará medidas de contingência para a continuidade de suas atividades”.

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