Negócios
por José Nilton Jr.
Publicado em 09/03/2026, às 13h50
No mês passado, o preço médio da cesta básica aumentou em 14 capitais do Brasil. No entanto, no Distrito Federal e em outras 12 capitais, a cesta básica teve uma diminuição de preço. Isto é mostrado pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, que é publicada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O maior aumento foi registrado na capital potiguar, onde o preço médio da cesta subiu 3,52%. Em seguida aparecem João Pessoa, com alta de 2,03%, Recife, com 1,98%, Maceió, com 1,87%, Aracaju, com 1,85%, e Vitória, com 1,79%.
Entre as capitais que registraram redução nos preços, o maior recuo foi observado em Manaus, com queda de 2,94%. Depois aparecem Cuiabá, com redução de 2,10%, e Brasília, com diminuição de 1,92%.
Um dos principais produtos responsáveis pela elevação da cesta básica no último mês foi o feijão. O alimento teve aumento de preço em 26 capitais pesquisadas, com exceção de Boa Vista, onde o quilo apresentou queda de 2,41%.
A maior variação do produto aconteceu Campo Grande, onde o preço do quilo do feijão subiu 22,05%. De acordo com os pesquisadores, o aumento está ligado à redução da oferta no mercado.
A menor disponibilidade do grão é resultado de dificuldades enfrentadas durante a colheita e também da diminuição da área plantada em relação ao ano anterior, fatores que contribuíram para pressionar os preços.
Outro item importante que apresentou alta foi a carne bovina de primeira, cujo preço aumentou em 20 cidades analisadas pelo levantamento.
Segundo os pesquisadores, o movimento de alta está relacionado à menor disponibilidade de animais prontos para abate, o que reduz a oferta do produto no mercado interno.
Além disso, o bom desempenho das exportações brasileiras tem contribuído para a valorização da carne, influenciando diretamente o preço pago pelos consumidores.
Com base no valor da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, os pesquisadores calcularam também o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família.
Considerando a determinação constitucional de que o salário mínimo deve garantir gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o valor estimado para fevereiro seria de R$ 7.164,94.
O montante corresponde a 4,42 vezes o salário mínimo atual, que está fixado em R$ 1.621,00, segundo o levantamento divulgado pelo Dieese.
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