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Mercado imobiliário dispara em Natal: vendas de apartamentos sobem 78% e metro quadrado valoriza 17%

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O preço médio do metro quadrado em Natal subiu para R$ 9.780, refletindo a alta demanda e custos de construção  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Assessoria
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 24/08/2026, às 14h09



O mercado de imóveis verticais de Natal registrou forte alta no último ano, com crescimento de 78% nas vendas e valorização de 17% no preço médio do metro quadrado. Os dados são da Brain Inteligência de Mercado, referentes ao segundo trimestre de 2026, em pesquisa encomendada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN).

Nos 12 meses encerrados em junho de 2026, foram comercializadas 1.720 unidades verticais na capital potiguar, contra 967 no mesmo período de 2025. O resultado representa um avanço de 753 imóveis vendidos em apenas um ano.

O ritmo de lançamentos também aumentou, embora em proporção menor. Natal recebeu 1.596 novas unidades no acumulado até junho deste ano, ante 1.194 no mesmo intervalo de 2025, alta de 34%. O cenário aponta para uma expansão da oferta em um mercado que também apresenta crescimento da demanda.

Natal se distancia da região metropolitana

O desempenho da capital contrasta com o registrado na Região Metropolitana. Enquanto Natal apresentou forte crescimento, as vendas de imóveis verticais na região caíram 47%, passando de 1.490 unidades nos 12 meses até junho de 2025 para 794 no mesmo período de 2026.

A retração também atingiu os lançamentos. Foram 301 unidades lançadas na Região Metropolitana no acumulado até junho deste ano, contra 637 no período anterior, uma redução de 53%.

O Valor Geral de Vendas (VGV) reforça a diferença entre os mercados. Em Natal, o indicador chegou a R$ 931 milhões nos 12 meses até junho de 2026, contra R$ 671 milhões no mesmo período de 2025, crescimento de 22%, com os valores corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI).

A valorização dos imóveis também chama atenção. No segundo trimestre de 2026, o preço médio do metro quadrado dos imóveis verticais em Natal atingiu R$ 9.780, enquanto no mesmo trimestre de 2025 o valor era de R$ 8.353. Em 12 meses, a alta chegou a 17%.

Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, o preço médio também avançou. O valor passou de R$ 9.286 para R$ 9.780 por metro quadrado, crescimento de 5,3% em apenas três meses.

Entre as capitais nordestinas pesquisadas, Natal apresentou o sétimo maior preço médio. Maceió liderou, com R$ 14.090 por metro quadrado, seguida por João Pessoa, com R$ 13.915, Fortaleza, com R$ 11.977, Salvador, com R$ 11.492, São Luís, com R$ 11.457, Recife, com R$ 11.240, Natal, com R$ 9.780, Teresina, com R$ 7.530, e Aracaju, com R$ 7.397.

Petrópolis lidera entre bairros pesquisados

Dentro de Natal, Petrópolis aparece como o bairro com maior preço médio do metro quadrado entre os locais analisados pela Brain Inteligência de Mercado. Na sequência estão Tirol e Ponta Negra.

No outro extremo, Pajuçara apresentou o menor preço médio entre os bairros incluídos no levantamento. A diferença entre as regiões evidencia a variação dos valores praticados no mercado imobiliário da capital de acordo com localização e perfil dos empreendimentos.

Para Marcelo Toscano, diretor de Operações do Sebrae-RN, pesquisas desse tipo ajudam empresários e pequenos negócios ligados à construção civil a tomar decisões com base em informações sobre o comportamento do setor.

Mercado de casas também perde força

O cenário é diferente no mercado residencial horizontal da Região Metropolitana. Nos 12 meses até junho de 2026, foram lançadas 650 unidades, número 30% inferior às 932 registradas no mesmo período de 2025.

As vendas também diminuíram. Foram comercializadas 1.115 unidades, contra 1.529 nos 12 meses anteriores, queda de 27%. O resultado mostra uma retração simultânea da oferta e da demanda nesse segmento.

Segundo Toscano, o desempenho de Natal revela um mercado imobiliário mais aquecido, marcado pelo crescimento das vendas e pela valorização dos empreendimentos. Para ele, os números indicam a presença de uma demanda consistente e reforçam a necessidade de acompanhar as transformações do setor para identificar oportunidades e desafios.

Setor vê espaço para novos investimentos

Francisco Ramos, vice-presidente de Mercado Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), avaliou que os resultados demonstram um momento de maior dinamismo no mercado imobiliário da capital, principalmente no segmento vertical.

Segundo Ramos, o avanço de 78% nas vendas, acompanhado pelo crescimento do VGV, indica capacidade de absorção dos novos produtos lançados em Natal. Para ele, o cenário também abre espaço para novos investimentos, embora fatores como crédito, juros e custos de construção ainda exijam atenção.

O dirigente destacou ainda que a diferença entre Natal e a Região Metropolitana demonstra a necessidade de analisar as características específicas de cada mercado. Na avaliação dele, a criação de condições para estimular lançamentos e vendas pode ser determinante para a recuperação dos municípios que registraram retração.

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Valorização reflete demanda e custos

Ramos também relacionou a valorização de 17% no preço médio do metro quadrado ao aumento da demanda e aos custos envolvidos na produção dos empreendimentos.

Apesar da alta, o vice-presidente do Sinduscon-RN considera que Natal mantém preços competitivos em relação a outras capitais nordestinas. Esse fator, segundo ele, contribui para preservar a atratividade da cidade tanto para compradores em busca de moradia quanto para investidores.

Os dados da pesquisa apontam, assim, para dois movimentos distintos no mercado imobiliário potiguar: Natal vive um ciclo de expansão nas vendas e valorização dos imóveis verticais, enquanto a Região Metropolitana enfrenta retração tanto nos lançamentos quanto na comercialização de unidades.

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