Negócios
por José Nilton Jr.
Publicado em 02/02/2026, às 12h43
A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial do país em 2026 voltou a cair e passou de 4% para 3,99%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (2) pelo boletim Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central (BC) a partir de estimativas de instituições financeiras.
A revisão mantém a inflação esperada dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional e reforça a percepção de desaceleração gradual dos preços no médio prazo. Para 2027, a expectativa do mercado segue estável em 3,8%. Já para 2028 e 2029, os analistas projetam inflação de 3,5% em ambos os anos.
Esta é a quarta semana consecutiva em que o mercado reduz a estimativa de inflação para 2026. O resultado coloca o IPCA dentro da banda de tolerância estabelecida pelo CMN, cuja meta central é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Com isso, a inflação considerada aceitável pelo Banco Central varia entre 1,5% e 4,5%, patamar agora respeitado pelas projeções do Focus. O primeiro dado oficial do IPCA de 2026 será divulgado pelo IBGE no próximo dia 10 de fevereiro, quando o instituto apresentará a inflação de janeiro.
Em dezembro, a inflação ficou em 0,33%, influenciada principalmente pelo aumento das tarifas de transporte por aplicativo e das passagens aéreas. O índice foi superior ao registrado em novembro, quando o IPCA havia subido 0,18%.
Com esse resultado, a inflação acumulada em 2025 encerrou o ano em 4,26%, acima da meta central, mas ainda dentro do limite máximo permitido.
Para conter a inflação, o principal instrumento do Banco Central é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O patamar é o mais alto desde julho de 2006, quando os juros chegaram a 15,25%.
Mesmo com sinais de arrefecimento da inflação e do câmbio, o Comitê de Política Monetária manteve a Selic inalterada pela quinta reunião consecutiva.
No mesmo relatório, o mercado manteve a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto em 1,8% para este ano. Para 2027, a projeção também permanece em 1,8%.
Já para 2028 e 2029, os analistas estimam uma expansão de 2% ao ano, indicando uma recuperação gradual da atividade econômica.
No terceiro trimestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 0,1%, resultado considerado de estabilidade pelo IBGE, com impulso dos setores industrial e agropecuário.
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