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Governo promete investimento pesado para o Minha Casa, Minha Vida até 2026, diz ministro

O Ministério das Cidades informou que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) conta com R$ 144,5 bilhões disponíveis para 2026 - Reprodução/Group Software
O Minha Casa, Minha Vida tem exibido forte crescimento. Em novembro, foram registrados 80 mil novos financiamentos, número acima da média mensal  |   BNews RN - Divulgação O Ministério das Cidades informou que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) conta com R$ 144,5 bilhões disponíveis para 2026 - Reprodução/Group Software
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 11/12/2025, às 15h23



Nesta semana, Jader Filho, atual ministro das Cidades, afirmou que, até o fim do próximo ano, o governo federal tem o objetivo de financiar cerca de 3 milhões de unidade do Minha Casa, Minha Vida. Ainda durante a sua fala em um café da manhã com jornalistas, o ministro confirmou que os recursos para o programa habitacional serão garantidos.

De acordo com ele, o programa deve encerrar este ano com aproximadamente 2 milhões de moradias contratadas desde o início da atual gestão do presidente Lula (PT). Para o próximo ano, a meta é viabilizar mais 1 milhão de unidades, número apoiado pelo cenário de estabilidade financeira e pelo aquecimento da construção civil.

Recursos garantidos

O Ministério das Cidades informou que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) conta com R$ 144,5 bilhões disponíveis para 2026, sendo R$ 125 bilhões destinados exclusivamente à habitação popular.

Além disso, o governo dispõe de R$ 5,5 bilhões do Orçamento Federal voltados à Faixa 1 urbana, valor ainda em análise no Congresso Nacional, e mais R$ 17 bilhões do fundo da Caixa Econômica Federal, também destinados ao custeio de subsídios.

Atualização das faixas de renda

O ministro confirmou que as faixas de renda do MCMV serão atualizadas no início de 2026. A Faixa 1, atualmente limitada a famílias com renda de até R$ 2.850, deverá passar a contemplar famílias com rendimento equivalente a dois salários mínimos.

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A mudança, segundo Jader, busca acompanhar a dinâmica do mercado de trabalho e ampliar o acesso ao programa para famílias que não conseguem financiamento pelo sistema tradicional.

Impacto econômico

O programa tem exibido forte crescimento. Somente em novembro, foram registrados 80 mil novos financiamentos, número acima da média mensal de 60 mil observada até outubro. Uma em cada três contratações tem sido direcionada à Faixa 1.

A projeção do governo é encerrar 2026 com média mensal de 80 mil contratações, o que deve contribuir para manter o setor aquecido e gerar empregos.

Jader Filho também informou que o programa ampliará a oferta de unidades para a classe média, cuja participação hoje é menor. A meta é alcançar 10 mil contratações até 2026, ante as atuais 6 mil.

Entregas e calendário eleitoral

Mesmo com as restrições do período eleitoral, o ministro destacou que o ritmo de entregas será mantido. A previsão é que 60% das unidades previstas para 2026 sejam concluídas no primeiro semestre.

O próximo ano deve ser o mais expressivo em entregas da atual gestão, com cerca de 40 mil moradias previstas. Até o fim de 2025, o governo pretende entregar ao menos 2 mil unidades em diversas regiões do país. O prazo médio entre contratação e conclusão das obras varia entre 18 e 22 meses.

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