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Explosão no aluguel: Inflação dispara e pressiona bolso dos brasileiros após reviravolta no mercado

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O IGP-M, referência para reajustes de aluguel, acumula variação positiva de 0,19% em 2026, mas ainda recua 1,83% em 12 meses  |   BNews RN - Divulgação © Rovena Rosa/Agência Brasil
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 30/03/2026, às 14h06



Após registrar queda no mês anterior, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), voltou a subir e avançou 0,52% em março, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa a maior alta mensal desde fevereiro de 2025.

Com a aceleração recente, o indicador, amplamente utilizado como referência para reajustes de contratos de aluguel, acumula variação positiva de 0,19% em 2026. No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, ainda apresenta recuo de 1,83%.

A retomada da inflação do aluguel ocorre em meio a pressões externas e internas, com destaque para o avanço nos preços de combustíveis e produtos agropecuários.

Combustíveis e agro puxam disparada

O principal impacto veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por cerca de 60% da composição do IGP-M. O indicador subiu 0,61% em março, revertendo a queda de 1,18% registrada em fevereiro.

Entre os itens que mais pressionaram o índice estão produtos agropecuários como bovinos, ovos, leite, feijão e milho. No setor de energia, os derivados de petróleo também tiveram forte influência, passando de uma queda de 4,63% para uma alta de 1,16% no período.

A elevação dos combustíveis está associada ao cenário internacional, marcado pela valorização do petróleo diante das tensões no Oriente Médio, envolvendo países como Israel, Estados Unidos e Irã, além de interrupções no fluxo no estreito de Hormuz.

Outros índices e impacto no aluguel

Além do IPA, outros componentes também registraram avanço. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,3% em março, repetindo o resultado observado no mês anterior.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou variação de 0,36%, levemente acima da taxa registrada em fevereiro, indicando pressão adicional no setor imobiliário.

O IGP-M considera a variação de preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil, com coleta entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência, sendo um dos principais indicadores utilizados para reajustar contratos de aluguel no país.

Classificação Indicativa: Livre

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